Ucrânia/Rússia

Governo ucraniano discute cessar-fogo com russos e separatistas no leste do país

Um voluntário do batalhão Azov, formado por paramilitares ucraniano
Um voluntário do batalhão Azov, formado por paramilitares ucraniano AFP PHOTO/PHILIPPE DESMAZES

Representantes de Kiev, de Moscou e da Organização para Segurança e a Cooperação da Europa (OSCE) reúnem-se nesta sexta-feira (5) em Minsk, na Belarus, com os separatistas pró-russos, na tentativa de concretizar um acordo de cessar-fogo no leste da Ucrânia.

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Caso o cessar-fogo seja aplicado, ele contribuirá para diminuir a escalada de violência provocada pelo apoio militar russo aos rebeldes, confirmado pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Nesta sexta-feira pela manhã, tiros de artilharia voltaram a ser ouvidos no sudeste da Ucrânia, às margens do mar de Azov e perto do aeroporto de Donestk, reduto dos separatistas pró-russos.

Em entrevista a um canal de tevê ucraniano, o prefeito de Mariupol disse que a cidade foi alvo dos rebeldes durante toda a noite. Segundo o chefe de uma milícia de voluntários pró-ucranianos baseados em Mariupol, os separatistas atacaram a cidade com blindados e armas de artilharia.

O encontro em Minsk acontece paralelamente à reunião de Cúpula da Otan, em Newport, no Reino Unido, que termina hoje. Os dirigentes ocidentais denunciaram a atitude da Rússia, acusada de participar diretamente dos combates ao lado dos rebeldes, e declararam seu apoio ao presidente ucraniano Petro Porochenko.

A Casa Branca também anunciou que prepararia novas sanções econômicas unilaterais contra a Rússia. O conselheiro ajunto para a segurança nacional, Ben Rhodes, não deu detalhes sobre os setores atingidos pelas medidas.

O Pentágono acusa o país de enviar tropas e material militar à fronteira ucraniana. Independentemente da decisão americana, a União Europeia também poderá anunciar sanções do bloco ainda hoje, mesmo se houver um anúncio de cessar-fogo.

Chanceler alemã defende acordo político

A chanceler alemã Angela Merkel também se disse favorável às sanções, mas defendeu um acordo político e o diálogo com a Rússia. O presidente ucraniano se diz "prudentemente otimista." Ele lembrou que, para assinar um acordo, os russos deverão respeitar as exigências do governo.

Elas incluem a manutenção do controle da fronteira russo-ucraniana pela OSCE, a retirada de todas as tropas russas e a libertação dos soldados detidos pelos rebeldes ou pela Rússia.

Os separatistas pró-russos publicaram um comunicado no site do grupo dizendo que determinariam o cessar-fogo imediato em caso de acordo em Minsk.

 

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