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Ucrânia/Cúpula da Otan

Na véspera de possível trégua, Kiev e Otan voltam a pressionar a Rússia

O presidente ucraniano Petro Porochenko conversa com os colegas francês, François Hollande, e americano, Barack Obama
O presidente ucraniano Petro Porochenko conversa com os colegas francês, François Hollande, e americano, Barack Obama REUTERS/Alain Jocard
Texto por: RFI
4 min

O governo ucraniano e os separatistas pró-russos anunciaram nesta quinta-feira (4) que podem proclamar um cessar-fogo, caso um acordo seja assinado em uma reunião que acontece nesta sexta em Minsk. Apesar de a trégua durável ter aparecido na pauta depois de cinco meses de conflito, os dois lados nutrem esperanças apenas relativas de alcançar a paz.  Reunidos no paíse de Gales, os países membros da Otan anunciaram seu apoio unânime à Ucrânia no comunicado emitido ao final do primeiro dia de cúpula. Algumas das principais nações que compõem a aliança militar, como os Estados Unidos, a Alemanha e a França, anunciaram planos de adotar novas sanções contra a Rússia.

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Maria Luísa Cavalcanti, correspondente da Radio France Internationale em Londres

Os mais de 60 de chefes de Estado e de Governo que estão em Newport, no País de Gales, para a cúpula da Otan sabiam que teriam um dia cheio pela frente, com discussões sobre o fim da missão da aliança no Afeganistão e a ameaça cada vez maior dos jihadistas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Mas, como era esperado, a pauta foi dominada pelas conversas em torno da crise na Ucrânia.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, foi convidado para o encontro e, no fim do dia, deu uma entrevista coletiva ao lado do secretário-geral da Otan, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen. Rasmussen acusou mais uma vez a Rússia de estar por trás das operações dos rebeldes separatistas no leste da Ucrânia e fez um apelo para que o governo russo retire suas tropas da região e anule a anexação da Crimeia, que ele qualificou como “ilegal”.

Novas sanções

Fontes do governo britânico afirmaram que os Estados Unidos e a União Europeia devem anunciar novas sanções contra a Rússia nesta sexta-feira. Essas sanções atingiriam principalmente os setores bancário, de energia e de defesa. E também afetariam os negócios de empresários ligados ao presidente russo, Vladimir Putin. A Rússia nega que esteja fornecendo armas ou reforços militares para os rebeldes.

Os dois lados, Rússia e Ucrânia, têm uma reunião nesta sexta-feira, em Minsk, em Belarus, com representantes dos separatistas, e esperam chegar a um acordo para implementar um plano de paz. Poroshenko manifestou em Newport o interesse de seu governo de chegar a um acordo para a paz, enquanto líderes rebeldes afirmaram que poderiam pedir um cessar-fogo já pela manhã se o plano se concretizar.

Hoje, novos combates aconteceram perto do porto de Mariopol, no mar de Azov e, em Donetsk, um bombardeio matou uma mulher. E o Pentágono denunciou um aumento da presença militar russa na fronteira com a Ucrânia. Moscou teria enviado mais 10 mil soldados, além de artilharia e baterias antiaéreas.

Estado Islâmico e Afeganistão

A primeira sessão da cúpula, nesta quinta-feira, discutiu o fim da missão da Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF, na sigla em inglês). As tropas, que contam com cerca de 44 mil soldados, devem ser substituídas em 2015 por grupos menores encarregados de treinar as forças afegãs e seu contingente não deve passar de 12 mil homens.

Os países-membros da Otan estão pressionando os dois principais rivais na disputa presidencial afegã a chegarem a um acordo que proporcione a estabilidade política necessária para a transição. Independentemente desse acordo, os países-membros concordaram em estender o apoio financeiro aos militares do Afeganistão até 2017.

A imprensa britânica deu grande destaque às declarações do primeiro-ministro, David Cameron, de que ele não descartaria a possibilidade de realizar ataques aéreos na Síria e no Iraque contra os jihadistas do Estado Islâmico. O grupo alega estar mantendo como refém um jornalista britânico e ameaça executá-lo. Na abertura da cúpula da Otan, seu secretário-geral afirmou que o bloco vai analisar seriamente qualquer pedido que venha do governo do iraquiano por ajuda para combater os extremistas.

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