Ucrânia/Rússia

Bombardeios violam cessar-fogo no leste da Ucrânia

Equipamentos de artilharia ucranianos destruídos ontem perto de Mariupol, depois que a trégua já estava em vigor.
Equipamentos de artilharia ucranianos destruídos ontem perto de Mariupol, depois que a trégua já estava em vigor. REUTERS/Vasily Fedosenko

O cessar-fogo no leste da Ucrânia é perturbado, neste domingo (7), por ataques armados das duas partes em conflito, os separatistas pró-russos e o exército ucraniano. As agressões causaram a morte de uma moradora de Mariupol e deixaram quatro feridos, todos civis, nas últimas horas.

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Na noite de sábado, 24 horas após a assinatura do acordo, a trégua foi rompida por bombardeios dos separatistas em Mariupol, cidade portuária estratégica na fronteira com a Rússia. Uma mulher de 33 anos morreu e quatro pessoas ficaram feridas. Na manhã de hoje, várias explosões foram ouvidas perto do aeroporto de Donetsk, controlado pelas forças ucranianas, enquanto o centro da cidade segue dominado pelos separatistas.

Os dois lados em conflito se acusam mutuamente de terem iniciado as agressões. As autoridades de Kiev afirmam que os separatistas se beneficiam de reforço militar russo, o que Moscou nega. Ontem à tarde, os presidentes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Petro Porochenko, constataram, em uma conversa telefônica, que a trégua estava sendo globalmente respeitada. À noite, a situação se deteriorou.

"Eles, os terroristas, os russos, tentam nos intimidar. Eles não respeitam o cessar-fogo e mentem sem parar. São pessoas que não têm honra", disse Slavik, um soldado ucraniano a um jornalista da agência Reuters presente na região. Questionado sobre essas acusações, um chefe separatista afirmou que são os ucranianos que não respeitam a trégua.

O acordo de cessar-fogo assinado na sexta-feira em Minsk, na Belarus, deveria em princípio favorecer a aplicação de um plano de paz, pondo fim ao conflito que já deixou 3 mil mortos. As partes também acertaram uma troca de prisioneiros e a criação de um corredor humanitário para levar ajuda aos civis bloqueados há vários meses pelos combatentes.

A agência russa Interfax informou que os primeiros prisioneiros de guerra foram entregues às forças governamentais ucranianas no sábado à noite. Nenhuma outra fonte confirmou essa informação.

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