União Europeia/Rússia

Novas sanções da UE contra a Rússia miram setor do petróleo

O gigante russo do petróleo Rosneft será afetado pelas sanções da União Europeia contra a Rússia
O gigante russo do petróleo Rosneft será afetado pelas sanções da União Europeia contra a Rússia REUTERS/Sergei Karpukhin

A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (8) novas sanções econômicas contra a Rússia. Os principais produtores e transportadores de petróleo russos foram afetados, segundo um diplomata europeu próximo das negociações. Mais uma vez, o objetivo é punir o país pela sua colaboração com os rebeldes separatistas do leste da Ucrânia.

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Conforme a determinação europeia, empresas públicas russas com um faturamento anual superior a € 20,8 bilhões (R$ 58,2 bilhões) não poderão mais ter acesso aos mercados de capitais europeus. Na lista que deve ser publicada no Diário Oficial da União Europeia, estão as companhias russas Rosneft, Transneft e Gazprom Neft.

Essas medidas não afetam o setor de gás, sobretudo a Gazprom, primeiro produtor mundial da commodity e principal fornecedor de gás da Europa. Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, declarou que está a União Europeia está “pronta para voltar atrás” na aplicação das sanções caso o cessar-fogo entre o governo ucraniano e os rebeldes separatistas pró-russos seja respeitado. Van Rompuy também afirmou que, se as negociações de paz forem retomadas, as sanções também podem ser suspensas.

A Rússia, porém, não parece disposta a ceder às pressões internacionais. Antes do anúncio detalhado das sanções, o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, declarou que, se as medidas europeias atingissem o setor energético ou financeiro, Moscou poderia fechar seu espaço aéreo para as companhias ocidentais que sobrevoam a Rússia na rota de voos entre a Europa e a Ásia. "Se alguém nos impõe restrições, temos que responder", disse Medvedev.

O premiê russo afirmou ainda que sabe que a medida poderia provocar "a falência de várias companhias aéreas que já estão no limite". De fato, uma rota alternativa poderia aumentar de forma substancial os custos com combustível.

Desrespeito ao cessar-fogo

A comunidade internacional continua preocupada com a violação do cessar-fogo acertado na última sexta-feira entre o governo ucraniano e os separatistas pró-russos. Nas últimas 36 horas, tiros, bombardeios voltaram a atingir as cidades de Donetsk e Mariupol no leste da Ucrânia. Por causa dos novos confrontos, uma mulher morreu no domingo.

Não há certezas sobre quem começou os combates tanto em Mariupol como em Donetsk. Os dois lados trocam acusações.

 

 

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