União Europeia/Rússia

União Europeia adia aplicação de sanções contra a Rússia

Blindado do exercito da Ucrânia destruído durante combates em Mariupol e perto do aeroporto de Donetsk. 6 de setembro de 2014.
Blindado do exercito da Ucrânia destruído durante combates em Mariupol e perto do aeroporto de Donetsk. 6 de setembro de 2014. REUTERS/Vasily Fedosenko

A União Europeia decidiu adiar a aplicação de novas sanções contra a Rússia. As novas medidas entrarão em vigor nos “próximos dias” e não mais nesta terça-feira (9). O objetivo, dizem as autoridades europeias, é ter mais tempo para avaliar a eficácia do cessar-fogo acertado no leste da Ucrânia na última sexta-feira. Mas, na região, novos combates foram registrados nesta manhã.

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O segundo pacote sanções econômicas contra Moscou foi adotado na noite de ontem, em Bruxelas, mas sua publicação no Jornal Oficial e, consequentemente a sua entrada em vigor, acontecerá em função da evolução da situação na Ucrânia. “Levando em conta a situação, a UE está pronta a rever total ou parcialmente as sanções que foram aprovadas”, disse o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

O objetivo dos 28 países europeus é o de punir a Rússia por sua colaboração com os rebeldes separatistas ucranianos. O pacote de sanções visa as empresas públicas russas com um faturamento anual superior a € 20,8 bilhões (R$ 58,2 bilhões) que não poderão mais ter acesso aos mercados de capitais europeus.

Essas medidas não afetam o setor de gás, sobretudo a Gazprom, primeiro produtor mundial da commodity e principal fornecedor de gás da Europa. Mas as empresas Rosneft, Transneft e Gazprom Neft do setor de petróleo são atingidas, informou um alto representante europeu responsável pelas negociações.

Novos combates

O cessar-fogo entre o as tropas ucranianas e os separatistas ucranianos foi mais uma vez desrespeitado nas últimas horas. Segundo o Estado Maior do Exército ucraniano, o aeroporto de Donetsk foi alvo de foguetes nesta madrugada. Os ataques não deixaram vítimas. O aeroporto está sob controle do exército, mas o resto da cidade é dominado pelos rebeldes.

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo na última sexta-feira, quatro militares ucranianos foram mortos e 29 ficaram feridos, de acordo com dados do Ministério da Defesa da Ucrânia. No final de semana, uma mulher morreu e mais quatro civis ficaram feridos em Mariupol, cidade considerada estratégica.

 

 

 

 

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