Rússia/União Europeia

Sanções da União Europeia contra a Rússia entram em vigor nesta sexta-feira

A União Européia aplicará sanções contra Rússia.
A União Européia aplicará sanções contra Rússia. REUTERS/Yves Herman

Os 28 países União Europeia chegaram a um acordo nesta quinta-feira (11) para a entrada em vigor de novas sanções econômicas contra a Rússia, nesta sexta-feira. A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. A decisão visa manter a pressão sobre a política da Rússia em relação à Ucrânia, acusada de intervir no conflito no leste país.

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As medidas poderão ser suspensas ou modificadas até o fim de setembro, caso a aplicação do plano de paz entre os ucranianos e os separatistas pró-russos seja respeitada pelos russos. Elas restringem o acesso aos mercados de capitais para cinco de seis grandes companhias russas de energia e defesa, entre elas as petrolíferas Rosneft e Transneft, além da estatal russa Gazprom.

As sanções também incluem o congelamento de bens de várias personalidades russas e proíbe a concessão de vistos para países europeus. A adoção dessas medidas já havia sido discutida pelos chefes de Estado e de governo da União Europeia no dia 30 de agosto, depois do aumento dos combates no leste da Ucrânia e a entrada de soldados russos em território ucraniano. Desde então, um cessar-fogo foi concluído entre Kiev e os rebeldes.

O anúncio de novas sanções provocou uma forte queda na Bolsa de Valores de Moscou e o preço do rublo despencou em relação ao dólar. As medidas anteriores já haviam provocado uma fuga massiva de capitais e deixado a Rússia à beira da recessão.

Rússia reage com restrições aos europeus

Em represália à decisão europeia, os russos prepararam novas medidas contra os países ocidentais, que preveem a restrição às importações de carros ou produtos industriais, segundo o Kremlin. “O Ministério da Economia já preparou a lista de produtos visados pelas novas medidas, além daqueles que já estão sob embargo”, disse o conselheiro do Ministério, Andreï Belooussov, à agência de notícias Ria Novosti.

“Eu espero que o bom senso prevaleça e que nós não sejamos obrigados a adotar tais medidas”, disse. As sanções devem ficar restritas ao setor agrícola segundo o governo, mas a importação de carros deve ser afetada. Em resposta às sanções ocidentais, Moscou já havia decretado um embargo sobre a maioria dos produtos alimentares dos países que votaram pelas sanções, provocando um aumento do preço da carne, por exemplo.

 

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