Alemanha/Greve

Em plenas férias escolares, Alemanha tem greve aérea e ferroviária

Passageiros encontraram guichês da Lufthansa fechados.
Passageiros encontraram guichês da Lufthansa fechados. REUTERS/Wolfgang Rattay

Na semana em que começam as férias escolares em cerca de metade dos 16 estados da Alemanha, os pilotos da companhia aérea Lufthansa deram início nesta segunda-feira (20) a mais uma greve – a oitava em 2014. Durante o fim de semana, os trabalhadores ferroviários do país também pararam para protestar.

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A paralisação da Lufthansa atinge principalmente os voos de longa duração nesta segunda (20) e terça-feira (21). A direção da empresa anunciou o cancelamento de 1.450 voos, prejudicando cerca de 200 mil passageiros. Liderados pelo sindicato Vereinigung Cockpit (VC), os pilotos estão desde o início do ano em conflito com a Lufthansa para negociar as condições da aposentadoria antecipada oferecida pela companhia.

A greve, no entanto, não deve afetar a Germanwings, braço da Lufthansa responsável pelos voos de baixo custo que está em plena disputa do mercado europeu de curta distância com concorrentes como a irlandesa Ryanair e a britânica Easyjet. A criação de empresas low-cost é uma tendência nas grandes companhias europeias e um dos motivos das greves que têm afetado a Air France, por exemplo.

O sindicato VC, que representa 5,4 mil pilotos da Lufthansa, quer conservar a regulamentação que permite aos pilotos se aposentar aos 55 anos recebendo 60% de seus salários até chegar à aposentadoria plena aos 65 anos. A Lufthansa, por sua vez, quer manter a regra apenas para os pilotos contratados antes de 2014, aumentando a idade de aposentadoria antecipada para os novos empregados.

Trens

No último fim de semana, os condutores de trem da estatal Deutsche Bahn realizaram uma greve de 50 horas, a terceira em menos de duas semanas, paralisando um terço dos trens nacionais. O sindicato da categoria, o GDL, quer um aumento de 5% para 20 mil condutores e a redução da jornada de trabalho semanal de 39 para 37 horas.

A direção da Deutsche Bahn está aguardando a entrada em vigor, prevista para novembro, de uma lei sobre a representação sindical que permite a cada empresa validar um acordo de salário com o sindicato majoritário.

Na semana passada, a Alemanha reviu para baixo suas previsões de crescimento, que passam a ser de 1,2% em 2014 e 1,3% em 2015. Anteriormente, o governo alemão trabalhava com uma expectativa de expansão do PIB de 1,8% em 2014 e 2% em 2015.

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