Europa/Imigração

Grã-Bretanha não participará de resgate de ilegais no Mediterrâneo

Foto de um barco de imigrantes cladestinos no mar Mediterrâneo feita pelo ministério da Defesa de Chipre, no dia 24 de setembro 2014.
Foto de um barco de imigrantes cladestinos no mar Mediterrâneo feita pelo ministério da Defesa de Chipre, no dia 24 de setembro 2014. AFP PHOTO/HO/ Cyprus Defence Ministry

A Grã-Bretanha não vai apoiar as operações europeias de busca e resgate de imigrantes clandestinos no mar Mediterrâneo. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (28) pelo Foreign Office, o ministério das Relações Exteriores britânico.

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Londres justificou a decisão dizendo que considera essas "operações um fator de atração involuntário, que encoraja os clandestinos a tentar a perigosa travessia para chegar à Europa". O governo britânico quer concentrar sua ação nos "países de origem e de trânsito dos imigrantes" e na luta contra os coiotes.

Reduzir a imigração é uma das prioridades do primeiro-ministro David Cameron, que tenta renegociar os termos para a permanência da Grã-Bretanha na União Europeia. O país também continua inflexível nas discussões sobre o orçamento europeu. Apesar das ameaças de sanções feitas por Bruxelas, Cameron se recusa a pagar € 2 bilhões suplementares ao orçamento europeu, no dia 1° de dezembro.

Operação Mare Nostrum

A operação marítima italiana Mare Nostrum, que socorreu mais de 150 mil imigrantes em um ano, termina esta semana. Para apoiar os esforços italianos, a União Europeia lança no próximo dia 1° de novembro a operação Triton de patrulha do Mediterrâneo.

Um número recorde de 3.072 clandestinos, vindos principalmente dos países em conflito do Oriente Médio ou da África, morreram afogados desde o início do ano tentando chegar à Europa pelo mar, segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM).

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