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Atropelamentos/terrorismo

Atropelamentos trágicos geram temor de terrorismo na França e Escócia

Polícia cerca região central de Nantes, após atropelamento de dez pessoas em um mercado de Natal.
Polícia cerca região central de Nantes, após atropelamento de dez pessoas em um mercado de Natal. REUTERS/Stephane Mahe
3 min

Dois atropelamentos na França e um na Escócia com muitas vítimas, inclusive fatais, trazem à tona especulações sobre possíveis ataques terroristas. Autoridades pedem vigilância e calma. Em Nantes, oeste da França, nesta segunda-feira (22), uma camionete avançou sobre o público em um típico mercado de Natal. Em Glasgow, Escócia, um caminhão de lixo matou seis pessoas e feriu outras sete. No domingo, 13 pessoas foram atropeladas em Dijon, leste da França.

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Era começo da noite em Nantes, quando uma camionete branca, no centro da cidade, foi em direção a uma barraca de vinho quente, no meio de um mercado de Natal. Pelos menos dez pessoas ficaram feridas – duas em estado grave. Segundo informações de fontes policiais, o motorista também foi internado em estado grave, com possíveis ferimentos de faca. Mas um procurador descartou motivos religiosos no incidente, que deve, segundo ele, ser considerado como um ato isolado.

Poucas horas antes, em Glasgow, a maior e mais populosa cidade da Escócia, um caminhão de lixo, aparentemente desgovernado, atingiu muitas pessoas na região central, lotada por causa do comércio de Natal. Pelo menos seis pessoas morreram e outras sete ficaram feridas. As autoridades descartaram a possibilidade de uma tentativa de atentando. A mídia britânica disse que o motorista teria sofrido um ataque cardíaco.

“Cena de apocalipse”, segundo testemunha

No domingo, um motorista atropelou 13 pessoas em dois lugares do centro de Dijon, no leste da França. Uma testemunha descreveu as cenas como "apocalípticas". Antes de ser preso, o agressor teria gritado "Allahu Akbar" (“Alá é grande”) e apresentado sinais de desequilíbrio psicológico.

Segundo informações da polícia, o agressor tinha histórico de tratamento psiquiátrico. Ele vestia uma jelaba – roupa tradicional do Magrebe, norte da África – e teria dito, em depoimento, que agiu “pelas crianças da Palestina”. Ele já havia sido preso nos anos 90, mas o crime e sua identidade ainda não foram revelados.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, em Dijon, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeuneve, disse que as motivações do agressor ainda não puderam ser estabelecidas e que "não se deve tirar conclusões precipitadas" do episódio. Também na manhã de segunda-feira, o presidente François Hollande convocou seus ministros a manter "extrema vigilância dos serviços do Estado" e disse que "não se deve ceder ao pânico" diante dos atentados deste fim de semana. Em comunicado, primeiro-ministro, Manuel Valls, exprimiu suas “solidariedade e apoio aos familiares".
 

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