Prostituição/Holanda

Prostitutas de Amsterdã protestam contra fechamento de vitrines

O Red Light District, de Amsterdã, de dia.
O Red Light District, de Amsterdã, de dia. Ввласенко, wikimedia commons

Centenas de prostitutas e simpatizantes manifestaram nesta quinta-feira (9), em Amsterdã, contra o projeto da prefeitura local para renovar o “bairro da luz vermelha”, uma das principais atrações turísticas da capital holandesa. O “Red Light District” é conhecido por ser uma zona de meretrício, onde mulheres se exibem em vitrines, além de cabarés e lojas de artigos eróticos.

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Segundo uma porta-voz da polícia, cerca de 250 pessoas participaram do ato. As prostitutas usavam máscaras para evitar serem reconhecidas e empunhavam cartazes com frases como “Salvem nossas vitrines” ou “chega de fechar nossas vitrines”, de acordo com imagens transmitidas pela TV pública holandesa NOS.

De acordo com a mídia holandesa, a cidade de Amsterdã pretende fechar uma parte dos bordeis do bairro, a fim de lutar contra a criminalidade e o tráfico de seres humanos. Cerca de 115 de um total de 500 vitrines do bairro já foram fechadas.

Local de trabalho seguro

Para as prostitutas, o plano da prefeitura retira da profissão um local de trabalho seguro. “O sexo é uma profissão legal na Holanda e precisamos de apoio, queremos ser levadas a sério pelos políticos”, declarou uma porta-voz do movimento, que pediu anonimato à agência de notícias ANP. “Estamos sendo tratadas como párias e nos expulsam do centro da cidade”, ela acrescentou.

Cerca de sete mil pessoas trabalham no setor do sexo pago em Amsterdã. Cerca de 75% delas são de países pobres, principalmente do leste europeu, de acordo com a prefeitura. A prostituição foi legalizada em 2000 na Holanda.
 

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