Espanha/Justiça

Polícia volta a fazer buscas em escritório de ex-chefão do FMI acusado de fraudes

O ex-chefão do FMI, Rodrigo Rato, caminha em direção ao seu escritório, em Madri, nesta sexta-feira (17).
O ex-chefão do FMI, Rodrigo Rato, caminha em direção ao seu escritório, em Madri, nesta sexta-feira (17). Foto: REUTERS/Andrea Comas

A polícia espanhola realiza novas buscas na manhã desta sexta-feira (17) no escritório do ex-diretor-geral do FMI, Rodrigo Rato, em Madri. A operação faz parte de um novo processo no qual ele é acusado de lavagem de dinheiro. Rodrigo Rato está envolvido em outras duas investigações da justiça espanhola por escândalos financeiros envolvendo o banco Bankia. 

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As novas batidas de hoje foram autorizadas pela Promotoria de Madri a pedido do Fisco espanhol que investiga suspeita de lavagem de dinheiro, fraude e dissimulação de ativos. Ontem, a polícia passou cerca de quatro horas atrás de provas em sua residência, e depois Rato foi visto sendo levado de casa pelos policiais.

Segundo a imprensa espanhola, a promotoria foi acionada depois da identificação de movimentação financeira suspeita de dinheiro em contas de Rodrigo Rato no exterior.

Acusações

O Fisco espanhol acusa o ex-chefão do FMI, que comandou a instituição entre 2004 a 2007, de tentar esconder seu patrimônio para evitar devolver ativos ligados a outras ações por fraudes que Rodrigo Rato responde na justiça.

Ele é acusado, entre outras denúncias, de utilizar cartões de crédito do banco Caja Madrid para uso pessoal. Ele também teria empregado métodos suspeitos na introdução do Bankia na Bolsa de Valores, em 2011. Ele sempre negou estar envolvidos em irregularidades.

Rato, que foi Ministro das Finanças e ex-vice primeiro-ministro do governo espanhol, foi excluído do Partido Popular (PP). Jornais do país afirmam que ele se sente abandonado pelos seus companheiros de partido.

 

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