Grécia/Justiça

Julgamento de 69 membros de partido neonazista grego é adiado

Policiais no tribunal grego onde foi aberto o processo contra  69 membros do partido neonazista Aurora Dourada. 20/04/15
Policiais no tribunal grego onde foi aberto o processo contra 69 membros do partido neonazista Aurora Dourada. 20/04/15 REUTERS/Yannis Behrakis

Duas horas depois da abertura do processo contra o partido neonazista Aurora Dourada, nesta segunda-feira (20), a audiência foi suspensa e o julgamento remarcado para o dia 7 de maio. No total, 69 militantes do partido extremista são acusados de pertencerem a uma "organização criminosa".

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O processo envolvendo dirigentes e deputados do Aurora Dourada começou em um tribunal instalado excepcionalmente dentro da prisão de Korydallos, perto de Atenas. A sessão, que começou às 8 horas pelo horário local, foi suspensa duas horas depois porque um dos acusados não tinha advogado de defesa. O julgamento será retomado no dia 7 de maio.

O fundador e líder do partido, Nikos Michaloliakos, e seu braço-direito, Christos Pappas, não compareceram à audiência. Eles foram libertados no final de março depois de terem cumprido 18 meses de detenção provisória. Ambos defendem que o Aurora Dourada é um "movimento nacionalista" e um "partido político legal".

Outros líderes do Aurora Dourada que continuam presos, como o porta-voz Ilias Kasidiaris, também não se apresentaram aos três juízes do tribunal. Do total de acusados, cerca de 40 participaram da audiência de abertura do processo.

Manifestações pedem condenação

Na frente da prisão, diversas manifestações convocadas por movimento antiracistas e antifascistas, que reuniram cerca de 2 mil pessoas, segundo seus organizadores, pediam a condenação dos acusados.

O tribunal deverá decidir se o Partido Aurora Dourada pode ser considerado uma organização criminosa. Nos últimos sete anos, seus membros são acusados de multiplicar suas agressões contra imigrantes. O assassinato do rapper antifascista Pavlo Fyssas, esfaqueado em setembro de 2013, foi o estopim para a ofensiva jurídica contra o Aurora Dourada.

A crise na Grécia deu visibilidade e votos ao partido extremista e xenófobo que entrou pela primeira vez no parlamento em junho de 2012. Nas eleições de janeiro, o partido manteve sua votação e chegou em terceiro lugar, elegendo 17 deputados.
 

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