Europa/Imigração

Frontex elogia reforço para operações contra imigrantes no Mediterrâneo

Um barco espanhol acompanha um navio francês no âmbito da operação da agência Frontex no Mar Mediterrâneo, em outubro de 2009..
Um barco espanhol acompanha um navio francês no âmbito da operação da agência Frontex no Mar Mediterrâneo, em outubro de 2009.. AFP/Joël Saget

A Frontex, agência responsável pelo controle das fronteiras na União Europeia, aprovou nesta sexta-feira (24) a decisão dos líderes europeus de triplicar os meios de buscas e salvamento de imigrantes no Mar Mediterrâneo. A decisão foi anunciada na quinta-feira, na cúpula do bloco em Bruxelas, após uma série de naufrágios dramáticos nos últimos dias.

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A Itália não ficará mais sozinha na gestão do fluxo de clandestinos. Daqui para frente, a Frontex também poderá enviar os imigrantes de volta aos seus países de origem, principalmente os que tentam entrar no bloco por razões econômicas.

A União Europeia vai triplicar o orçamento de sua operação denominada Triton, de buscas e salvamento. De €3 milhões o pacote passará para € 9 milhões por mês.

"Estou feliz em dizer que a promessa de recursos ultrapassou nossas expectativas", declarou Fabrice Leggeri, diretor executivo da Frontex, em um comunicado. "Esses recursos vão contribuir para aumentar de maneira expressiva nossas operações no Mar Mediterrâneo. Vamos intensificar nossos esforços para evitar futuras tragédias", acrescentou.

No documento, a Frontex, que tem sede em Varsóvia, também agradeceu os governos da União Europeia que prometeram enviar navios e aviões extras para as operações. A agência confirmou que nos próximos dias será realizada uma reunião com a Comissão Europeia e autoridades dos países envolvidos para coordenar as atividades e cobrar os recursos.

Mais equipamentos para a Triton

A França, que já participa da operação com um avião e três especialistas, vai enviar mais dois navios e um avião. O Reino Unido não integra a operação Triton, mas vai fornecer navios militares, entre eles o HMS Bulwark, um dos maiores navios de guerra britânicos, além de três helicópteros.

Atualmente, 21 dos 28 países-membros do bloco participam da Triton, cuja estrutura conta com sete navios, quatro aviões, um helicóptero e 65 funcionários. Os europeus também vão pedir ao Conselho de Segurança da ONU autorização para enviar patrulhas até a costa da Líbia, para destruir os barcos utilizados pelos atravessadores de imigrantes.

A travessia feita pelo litoral da Líbia, um país mergulhado no caos político, também virou uma dor de cabeça pelo risco de infiltração de terroristas.

Prisão de extremistas

Nesta sexta-feira, a polícia italiana desmantelou uma rede de extremistas islâmicos na Sardenha e ordenou a prisão de 18 pessoas. Os suspeitos são acusados de terem participado de atividades terroristas no Paquistão, inspiradas no modo de ação da Al-Qaeda e de outros grupos radicais que pregam a luta armada contra países ocidentais.

A polícia italiana acredita que alguns dos detidos participaram de um ataque a bomba contra um mercado de Peshawar, em 2009. O atentado matou mais de 100 pessoas. Os paquistaneses chegaram ilegalmente à Itália pelo mar Mediterrâneo.
 

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