Europa/ Imigração

Fim de semana tem 10 migrantes mortos e quase 6 mil resgatados no Mediterrâneo

Barco de resgate MV Phoenix, com pessoal da ONG Médicos Sem Fronteiras.
Barco de resgate MV Phoenix, com pessoal da ONG Médicos Sem Fronteiras. REUTERS/Darrin Zammit Lupi

A guarda costeira italiana socorreu pelo menos 5.800 migrantes em apenas dois dias no Mar Mediterrâneo. Este é um dos números mais elevados registrados para um único fim de semana nos últimos anos, ilustrando um momento de explosão nas tentativas de atravessar o mar que separa a África da Europa. A maior parte das pessoas chegou em segurança à Itália, mas dez pessoas morreram.

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Oito cadáveres foram encontrados em dois barcos diferentes. Não se sabe o que causou as mortes, mas as péssimas condições em que os migrantes costumam ser transportados geram os mais diferentes tipos de risco.

Outras duas pessoas se afogaram tentando alcançar um navio de socorro, após se jogarem na água. O número de resgates quase se igualou ao do fim de semana de 13 de abril, quando 6.000 pessoas foram retiradas dos barcos e das águas. Só no sábado, foram mais de 3 mil resgates.

Na costa da Líbia, de onde partem a maior parte dos barcos, a guarda costeira local interceptou cinco embarcações, carregando 500 pessoas no total. Elas foram obrigadas a voltar para a cidade de Misrata, onde há um campo de detenção de migrantes.

A quantidade de barcos partindo da Líbia aumentou desde 2011, quando o país mergulhou no caos após a queda do ditador Muamar Kadafi. No último dia 19 de abril, 750 migrantes morreram afogados no sul da Itália após o naufrágio de uma embarcação, causando comoção e indignação em toda Europa.

Traficantes presos

A maioria dos migrantes resgatados neste fim de semana está sendo levada para a Sicília. Outros desembarcaram no sul da Itália e na Ilha de Lampedusa. Dois homens suspeitos de serem traficantes de pessoas foram presos no porto de Crotone, na Calábria.

O número de migrantes entrando na União Europeia ilegalmente em 2014 quase triplicou, chegando a 276 mil. Pelo menos 220 mil deles chegaram via Mediterrâneo. Apenas neste ano, 1.750 morreram tentando fazer a travessia, 30 vezes mais do que no mesmo período de 2014.

 

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