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Grécia/Crise

Crise na Grécia gera aumento de animais abandonados nas ruas

A Ong Nine Lives na Grécia posta fotos dos gatos abandonados em sua página no Facebook.
A Ong Nine Lives na Grécia posta fotos dos gatos abandonados em sua página no Facebook. https://www.facebook.com/ninelivesgreece
Texto por: RFI
3 min

A crise na Grécia não tem efeitos apenas para a população, mas o caos econômico do país começa a prejudicar também os animais. Muitas famílias, impossibilitadas de manter seus bichos de estimação, se veem obrigadas a abandoná-los. Nos zoológicos, o problema é a falta de alimentos, importados de outros países, e cuja compra não pode ser mais feita. Desde o dia 29 de junho, o país adotou medidas para evitar a falta de liquidez nos bancos gregos.

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As associações gregas de proteção aos animais não têm dado conta de recolher gatos e cachorros das ruas. "Veterinário, tosa e banho, enfim, os cuidados em geral de bichos de estimação custam caro", diz a presidente da Ong Nove Vidas na Grécia, Cordelia Madden-Kanellopoulou, que cuida de 450 gatos abandonados.

Ela conta que, nos últimos seis meses, o número de animais abandonados aumentou e a quantidade de gregos que os adotava diminuiu. "Um gato que cresceu em um apartamento não sobrevive mais que dois dias nas ruas", lamenta.

A porta-voz da Ong Ação Animal, Evgenia Mataragka, indica que a situação dos bichos abandonados nas ilhas é problemática. "As gatas dão cria diversas vezes, há doenças genéticas. Muitos morrem de fome ou envenenados", denuncia.

Sem alternativa, as associações procuram candidatos para adotar os animais abandonados e doações em outros países europeus. A Nove Vidas enviou uma de suas gatas à Alemanha. "Na Grécia, todos passam por problemas. Ninguém pode ajudá-los", desabafa Mataragka.

Fome no zoológico

Até mesmo os animais mantidos em zoológicos sofrem as consequências da crise na Grécia. Os golfinhos e os tamanduás de uma reserva de animais de Atenas viram suas refeições diminuírem de tamanho. As duas espécies, em particular, dependem de alimentos importados, que não podem mais ser facilmente comprados sem uma autorização prévia, devido à restrição de transações internacionais nos bancos gregos. Segundo a equipe do zoo, € 80 mil são gastos por ano com alimentos importados.

Temendo a diminuição de visitantes, a direção do parque decidiu pela gratuidade da entrada para as crianças. "Vamos ser solidários em tempos difíceis", diz uma faixa na entrada do estabelecimento, onde os adultos são escaparam do aumento do preço do bilhete, devido à alta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (IVA) no país, condição imposta pelos credores europeus.

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