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Alemanha/Imigração

Reunificação pode inspirar alemães diante da crise da imigração, diz Merkel

Angela Merkel aproveitou o aniversírio da reunificação para mobilizar os alemães.
Angela Merkel aproveitou o aniversírio da reunificação para mobilizar os alemães. REUTERS/Hannibal Hanschke
Texto por: RFI
3 min

A chanceler alemã Angela Merkel evocou neste sábado (26) o "sentimento geral" que animou a Alemanha no momento da reunificação do país, em 1990. Para a líder europeia, isso poderia ajudar a enfrentar o desafio da integração dos refugiados no país, que deve receber mais de 800 mil pedidos de asilo até o final deste.

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A Alemanha se prepara para comemorar, em 3 de outubro, os 25 anos da reunificação do país. Em sua mensagem semanal, a chanceler Angela Merkel aproveitou o aniversário para lembrar que esse evento histórico pode inspirar os alemães diante da crise atual dos migrantes. "Na época, nós mostramos que face a uma certa evolução, tivemos a força para lidar com esta mudança", disse a chefe do governo.

"A Unidade alemã era, naturalmente, algo muito especial. Dificilmente podemos compará-la com as ondas de refugiados de hoje", ponderou Merkel. Mas, para ela, "o sentimento geral, quando um grande desafio se apresenta a nós, e quando podemos superá-lo, nós podemos absolutamente relembrar."

A Alemanha espera entre 800 mil e um milhão de requerentes de asilo este ano, um recorde, contra cerca de 200 mil em 2014. Entre janeiro e o final de julho, mais de 256 mil pessoas pediram asilo na principal potência econômica da União Europeia. 

Repartição dos migrantes não é suficiente

Esta semana a chanceler alemã pediu que seus vizinhos europeus se empenhem em uma solução global para acolher os milhares de migrantes que continuam chegando ao continente fugindo da fome e da guerra. "Estou profundamente convencida de que a Europa não apenas precisa de uma divisão pontual, mas sobretudo de um processo duradouro para distribuir os refugiados entre os países membros", disse Merkel na quinta-feira (24), diante do Parlamento alemão.

"Demos um primeiro passo, mas estamos muito distantes do lugar no qual queremos chegar", acrescentou, em referência ao acordo aprovado na terça-feira pelos países da UE para uma repartição de 120 mil refugiados.

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