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Europa/Turquia

União Europeia e Turquia fecham acordo para conter o fluxo de migrantes

Angela Merkel, David Cameron e François Hollande na cúpula em Bruxelas
Angela Merkel, David Cameron e François Hollande na cúpula em Bruxelas Reuters
Texto por: RFI
4 min

Líderes da União Europeia (UE) aprovaram na quinta-feira (15), em Bruxelas, um plano de ação comum, no qual a Turquia se compromete a conter o fluxo de migrantes em troca de concessões de Bruxelas, entre elas a facilitação do acesso a vistos para cidadãos turcos. Depois de uma cúpula que reuniu todos os 28 líderes do bloco, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que a Turquia terá de respeitar seus compromissos, uma vez que "o plano de ação só faz sentido se contiver o fluxo de refugiados".

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"Chegamos a um acordo sobre o conteúdo exato desse plano de ação", anunciou o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo do bloco), Jean-Claude Juncker, em uma entrevista coletiva após a reunião.

Embora diferentes fontes europeias tenham relatado um pedido turco de uma ajuda de € 3 bilhões, Juncker afirmou que esse aspecto do plano ainda deve ser negociado "nos próximos dias".

Os turcos também pediram a abertura de novos capítulos nas negociações de adesão da Turquia à UE, além da flexibilização da entrega de vistos aos cidadãos turcos. "Isso não quer dizer que renunciamos aos critérios básicos sobre este tema", disse Juncker.

O presidente francês, François Hollande, destacou aos jornalistas que "não pode haver liberação de vistos sem os devidos controles. Isso é um movimento paralelo". Segundo Juncker, uma primeira avaliação do progresso nas negociações será feita na primavera de 2016 (hemisfério norte).

Incidente na Bulgária

O primeiro-ministro búlgaro, Boris Borisov, abandonou a cúpula mais cedo devido a morte de um imigrante baleado pela polícia na zona da fronteira com a Turquia. A vítima, um imigrante afegão, foi baleado por guardas búlgaros quando tentava atravessar, ilegalmente, para a Bulgária, vindo da Turquia, em um grande grupo de imigrantes ilegais", revelou um porta-voz do ministério do Interior búlgaro.

Segundo a rádio pública BNR, uma patrulha da polícia fronteiriça búlgara prendeu 48 afegãos que não obedeceram a ordem de dar meia volta. Um alto funcionário do ministério do Interior, Gueorgui Kostov, disse à BNR que um tiro de advertência disparado por uma patrulha búlgara "ricocheteou e atingiu a nuca" de um dos imigrantes.

A vítima formava parte de um grupo de 50 imigrantes - de 20 e 30 anos. Todos foram detidos por "não obedecerem a uma ordem de parar da patrulha búlgara".

Zona de segurança

A Turquia, que se tornou a porta de entrada na Europa para centenas de milhares de refugiados sírios, pede um apoio maior a sua política com a Síria, em particular com a criação de uma "zona de segurança" na região norte do país.

O país também espera um apoio maior da UE na luta contra o "terrorismo", do grupo Estado Islâmico aos separatistas curdos.

A intervenção militar russa em apoio ao presidente Bashar al-Assad também dominou os debates. A UE deseja que os bombardeios de Moscou tenham como alvo o grupo Estado Islâmico, e não os rebeldes.

Os chefes de Estado e de governo também reafirmaram o "total compromisso para encontrar uma solução ao conflito" e destacaram que "não pode existir uma paz duradoura na Síria sob a atual liderança", mas não afirmaram de maneira explícita que Bashar al-Assad deve deixar o poder.

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