China/Grã-Bretanha

China acerta financiamento de central nuclear na Grã-Bretanha

O presidente chinês Xi Jinping, que visita a Grã-Bretanha, fez um discurso no parlamento britânico.
O presidente chinês Xi Jinping, que visita a Grã-Bretanha, fez um discurso no parlamento britânico. REUTERS/Dan Kitwood/Pool

Nesta quarta-feira (21), segundo dia de visita do presidente da China à Grã-Bretanha, contratos no valor de US$ 46 bilhões, o equivalente a R$ 177 bilhões, serão assinados entre os dois governos. Um dos principais acordos é o da construção de uma central nuclear no sudoeste da Inglaterra. Xi Jinping chegou a Londres ontem (20) para uma visita de quatro dias. Ele foi recebido com pompa pelas autoridades britânicas e com manifestações por ativistas de direitos humanos.

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O governo britânico espera que a visita de Xi Jinping marque o início de uma “era de ouro” nas relações bilaterais e estendeu o tapete vermelho para o presidente chinês. Uma salva de 41 tiros de canhão, desfile de carruagem pelas ruas da cidade e um tradicional banquete no Palácio de Buckingham oferecido pela Rainha Elisabeth marcaram o primeiro dia da viagem. Entre os convidados do jantar, estavam o príncipe William e sua esposa e o primeiro-ministro David Cameron.

Ontem pela manhã, grupos de manifestantes pró-Tibete e de direitos humanos protestaram contra o regime chinês. Essa é a primeira visita de um presidente chinês ao Reino Unido em 10 anos. As relações entre os dois países estavam abaladas depois que o premiê Cameron recebeu, em 2012, a visita do líder espiritual Dalai Lama.

Estreitar laços

Os acordos bilionários que serão assinados entre a segunda e a quinta economias mundiais vão permitir a criação de 3,9 mil empregos na Grã-Bretanha. A China anunciou hoje que vai financiar um terço da central nuclear da empresa francesa EDF, que deve ser construída em Hinkley Point C, no sudoeste da Inglaterra.

O gigantesco projeto, com dois reatores de última geração, é avaliado em US$ 27 bilhões. A central deve entrar em funcionamento em 2025. Ela marca o início da renovação das ultrapassadas instalações nucleares britânicas.

Segundo a OCDE, a Grã-Bretanha é o país que mais recebeu investimentos da China nos últimos dez anos.

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