UE/Imigração/Áustria

Áustria vai construir barreira na fronteira com a Eslovênia

Migrantes esperam na fronteira com a Áustria para entrar no país.
Migrantes esperam na fronteira com a Áustria para entrar no país. REUTERS/Michaela Rehle

O governo da Áustria anunciou nesta sexta-feira (13) que vai construir uma barreira de 3,7 km de extensão em sua fronteira com a Eslovênia para reforçar o controle da passagem de migrantes. A ministra austríaca do Interior, Johanna Mikl-Leitner, afirmou que a União Europeia foi informada desta medida, inédita entre dois países da zona Schengen de livre circulação.

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De acordo com o diretor da Segurança Pública da Áustria, Konrad Kogler, o objetivo é melhorar a gestão do fluxo de migrantes, que usam a fronteira com a Eslovênia como principal porta de entrada no país. O representante de Viena informou que o governo também está preparando uma possível ampliação da barreira, de 2,2 metros de altura, que poderia chegar a 25 km de extensão, caso a primeira etapa não seja suficiente.

As negociações foram longas para que a coalizão do governo austríaco chegasse a um acordo sobre o projeto. O ministro austríaco de Interior, Josef Ostermayer, explicou durante uma entrevista coletiva que “trata-se apenas de uma barreira para marcar claramente a fronteira, e não de um fechamento”.

A construção vai começar em duas semanas no posto fronteiriço de Spielfeld, no sul do país. O controle na fronteira da Áustria com a Eslovênia, que tem 300 km de extensão, também será reforçado por meio de um aumento de patrulhas de polícia e a construção de um corredor no território esloveno para canalizar os migrantes até o porto fronteiriço.

O anúncio de Viena é feito alguns dias após o governo esloveno ter instalado uma cerca de arame farpado em sua fronteira com a Croácia.

Alemanha prolonga reforço nas fronteiras

A Alemanha decidiu prolongar até a metade de fevereiro os controles de fronteira por causa da crise migratória, informou nesta sexta-feira o ministério do Interior. A medida entrará em vigor neste sábado.

Até agora, Berlim, que reintroduziu esses controles em meados de setembro, vinha seguindo um procedimento previsto pelos acordos de Schengen. Mas desta vez, a Alemanha se apoia em outros procedimentos de exceção, que permitem colocar entre parênteses as normas de livre circulação por um período de até dois anos.

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