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Bélgica/Terrorismo

Bélgica decreta nível de alerta máximo em Bruxelas devido à ameaça terrorista "iminente"

Militares belgas patrulham a capital Bruxelas na manhã deste sábado (21), oito dias após os violentos massacres que deixaram 130 mortos em Paris.
Militares belgas patrulham a capital Bruxelas na manhã deste sábado (21), oito dias após os violentos massacres que deixaram 130 mortos em Paris. Reuters
Texto por: RFI
5 min

Um dos autores dos atentados de 13 de novembro em Paris, Salah Abdeslam, está escondido em Bruxelas? Essa é a principal dúvida das autoridades europeias neste sábado (21), oito dias após os violentos massacres na capital francesa, que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos. O governo da Bélgica decretou estado de alerta máximo na capital belga, depois que o suposto agressor teria sido visto circulando no local. As autoridades aconselham que a população evite ir a lugares de grandes aglomerações, devido a uma ameaça terrorista que classificou de "iminente".

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A capital Bruxelas passou neste sábado ao nível 4 de ameaça terrorista, estado máximo de emergência, anunciou o centro nacional de crise do país, mencionando que a possibilidade de um atentado no local é "sério e iminente".  Medidas de segurança e o reforço policial e militar também foram estendidos ao aeroporto de Bruxelas, bem como à cidade de Vilvoorde, na região flamenga. O comunicado da Organização de Coordenação para Análise de Ameaça (Ocam) não dá, no entanto, mais detalhes sobre o alerta.

Foi o primeiro-ministro belga, Charles Michel, que anunciou o estado de emergência máxima nesta manhã. De acordo com o chefe do governo, a decisão é justificada por "um risco de atentado por indivíduos com armas e explosivos em diversos lugares da capital".

Os investigadores belgas suspeitam que um dos autores dos atentados do 13 de novembro em Paris, Salah Abdeslam, de 26 anos, possa estar em Bruxelas. Segundo informações do canal de televisão francês i-Télé, a polícia belga foi notificada de que o suposto terrorista teria sido visto circulando na capital.

"O judeu não está aqui"

As medidas de segurança impostas à Bruxelas são anunciadas algumas horas depois que um suspeito de ter ligação com os atentados de Paris foi preso para interrogatório. Lazez, um marroquino de 39 anos que mora na Bélgica, é o terceiro detido no país dentro desta investigação. Ele está em prisão preventiva.

A polícia tem fortes suspeitas de que ele teria participado da operação que levou Salah Abdeslam de volta até Bruxelas e, além disso, de estar ajudando o suposto terrorista a se esconder, depois de ter participado dos ataques em Paris.

No carro de Lazez, os policiais encontraram uma pistola carregada e traços de sangue. Durante seu interrogatório, o celular do homem recebeu uma mensagem dizendo: "o judeu não está aqui".

Na quinta-feira (19), a polícia belga deteve nove pessoas em Bruxelas por ligação com os atentados na França. Ontem (20), as autoridades belgas prolongaram a detenção de dois homens por supostamente terem ajudado Salah Abdeslam a fugir. Hamza Attou e Mohammed Amri seguirão presos por mais uma semana, anunciou o Ministério Público.

Estações de metrô fechadas

A Ocam pede aos moradores de Bruxelas que evitem locais de "grande concentração de pessoas", como shows, grandes eventos, estações de trem, metrô, aeroporto e grandes estabelecimentos comerciais. Além disso, todas as linhas de metrô da cidade foram fechadas. "Os ônibus continuam circulando, mas algumas estações de bonde estão bloqueadas", anunciou a companhia de transportes públicos de Bruxelas (Stib). A sociedade indicou que segue as orientações das autoridades belgas e informará os habitantes quando o serviço retomará a normalidade.

Alguns eventos também foram cancelados, como a Saint-Verhaegen, uma festa estudantil que deveria acontecer na Grande Praça de Bruxelas. Um show do cantor francês Johnny Hallyday, previsto para ser realizado na noite deste sábado, também foi adiado.

Forças de ordem patrulham Bruxelas

Já o reforço das forças de ordem a Bruxelas deve durar alguns dias, constata o enviado especial da RFI à capital belga, Romain Lemaresquier. Em diversos pontos da cidade, a polícia bloqueou ruas e revista a população.

Alguns habitantes reclamam das medidas que consideram "exageradas", outros tentam colaborar com os policiais. "Isso não nos incomoda. Abrimos nossas bolsas, mostramos o que estamos carregando. Tudo acontece de forma simples e cordial", relata uma mulher.

Apesar da grande tensão, os moradores tentam não entrar em pânico. "Temos alertas de bomba frequentemente já que Bruxelas é uma capital que abriga instituições europeias", diz o belga Michel.

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