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Reino Unido/Terrorismo

Agressor do metrô de Londres tinha imagens do EI no celular

Câmera do circuito de segurança do metrô de Londres filmou o agressor (centro, de costas), Muhaydin Mire.
Câmera do circuito de segurança do metrô de Londres filmou o agressor (centro, de costas), Muhaydin Mire. youtube
Texto por: RFI
3 min

A justiça britânica informou nesta segunda-feira (7) que o homem que feriu duas pessoas com uma faca no último sábado (5), no metrô de Londres, tinha em seu telefone celular imagens da organização terrorista Estado Islâmico e dos atentados de 13 de novembro em Paris.

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O agressor, identificado como Muhaydin Mire, de 29 anos, compareceu hoje pela primeira vez diante de um juiz, em um tribunal de Londres, para ouvir a acusação de tentativa de assassinato. Duas pessoas ficaram feridas no incidente, que está sendo tratado como um ato de terrorismo, segundo Richard Walton, chefe do comando antiterrorista a cargo da investigação. Mire está preso e será ouvido novamente pela justiça na próxima sexta-feira.

Várias testemunhas que presenciaram a agressão revelaram que Mire gritou "isto é para a Síria", antes de ferir as vítimas na entrada da estação Leytonstone, localizada na zona leste da capital britânica. No entanto, a polícia não confirmou essa versão. De acordo com os relatos, Mire estava muito agitado no momento do incidente, o que gerou rumores de uma eventual doença mental do acusado.

Investigadores de uma unidade contraterrorista vasculharam hoje uma casa no leste de Londres. Eles tentam identificar se Mire agiu sozinho ou se contou com a ajuda de comparsas.

Agressor bateu na vítima com violência

A principal vítima, um homem de 56 anos, sofreu um corte de 12 centímetros na nuca e necessitou de cinco horas de cirurgia, mas não corre risco de morte. Segundo Salim Patel, um comerciante da estação de Leytonstone, antes de cortar o pescoço do quinquagenário como se quisesse decapitá-lo, Mire bateu no homem com violência. A outra vítima, um engenheiro de 33 anos, teve um ferimento leve no pescoço quando tentou imobilizar o agressor.

O ataque no metrô de Londres ocorreu apenas três dias após o Parlamento britânico autorizar o exército a bombardear posições do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria. Também aconteceu três dias depois do tiroteio de San Bernardino, na Califórnia, classificado de ato terrorista pelo presidente Barack Obama, no qual 14 pessoas morreram, além de ocorrer na sequência dos atentados de Paris, reivindicados pelo EI, que deixaram 130 mortos.

Se o caráter terrorista desta ação for confirmado, o ataque pode ser obra de um destes indivíduos que a polícia e os especialistas classificam de "lobos solitários". Em várias ocasiões, as autoridades britânicas expressaram uma preocupação crescente em relação a esse tipo de agressão.

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