Sob forte esquema de segurança, papa Francisco abre Jubileu da Misericórdia

Papa Francisco com o Papa emérito Bento XVI, após a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, 8 de dezembro de 2015.
Papa Francisco com o Papa emérito Bento XVI, após a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, 8 de dezembro de 2015. REUTERS/Alessandro Bianchi

O papa Francisco abriu nesta terça-feira (8) a Porta Santa da Basílica de São Pedro, inaugurando o Jubileu da Misericórdia, diante de milhares de peregrinos. Neste que é "o primeiro jubileu nos tempos do grupo Estado Islâmico", como definiu o prefeito de Roma, Franco Gabrielli, um forte esquema de segurança foi organizado.  Cerca de 5 mil policiais foram mobilizados para o evento.

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Nesta manhã, o Sumo Pontífice parou por alguns minutos para rezar no limiar da Porta Santa, que geralmente permanece fechada, seguido pelo papa emérito Bento XVI. Essa foi a primeira vez na história que dois pontífices inauguraram um jubileu. Com o ato simbólico, Francisco fez um apelo para que a igreja católica se "abra ao mundo", respeite o "impulso missionário" de ser "samaritano" e de "antepor a misericórdia ao julgamento".

O papa, de 78 anos, com uma expressão séria e cansada, celebrou uma missa em um altar instalado diante da esplanada da Praça São Pedro para centenas de cardeais, bispos e padres, além de milhares fiéis. A cerimônia foi exibida ao vivo pela televisão em vários países. Cerca de 50 mil pessoas acompanharam a celebração, incluindo o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi e o presidente da República, Sergio Matarella.

Medidas de segurança

O primeiro jubileu da era Francisco foi marcado por importantes medidas de segurança ao redor do Vaticano, adotadas depois dos atentados de Paris em 13 de novembro, que mataram 130 pessoas. Entre elas, estão a proibição de sobrevoar alguns locais e a operação especial para interceptar drones desconhecidos na região. De acordo com as autoridades, as medidas valerão até 20 de novembro de 2016.

Além do reforço dos 5 mil policiais, militares também patrulham as ruas do Vaticano. Entre o mil pontos selecionados pela operação, a Praça São Pedro é o ponto-chave do reforço da segurança. Além disso, quem quiser visitar o local a partir de hoje terá que reservar entradas pela internet.

Fiéis aprovam a operação de segurança

As medidas, no entanto, parecem não atrapalhar o programa dos pelegrinos. "Para entrar na Basílica de São Pedro, fomos controlados pela polícia. Tivemos que tirar nossos casacos, passar por um detector de metais e revistaram nossas bolsas. Mas, tudo bem, isso não nos incomoda", disse Marie, uma francesa da cidade de Nice, à RFI.

Já donos de comércio tentam colaborar com a segurança e para que o clima permaneça tranquilo na cidade, como explicou o gerente de uma livraria francesa em Roma. "Colocar na vitrine livros sobre o jihadismo, por exemplo, não seria muito inteligente neste momento. Além disso, só aumentaria a preocupação e o estresse já presentes", disse à RFI.

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