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Governo alemão quer reforçar controle médico dos pilotos de linha

Avião de carga da Lufthansa no aeroporto de Düsseldorf, na Alemanha, traz os corpos de 44 vítimas do acidente da Germanwings.
Avião de carga da Lufthansa no aeroporto de Düsseldorf, na Alemanha, traz os corpos de 44 vítimas do acidente da Germanwings. REUTERS/Ina Fassbender

O governo alemão vai reforçar o controle médico dos pilotos de linha, instaurando testes para detectar o uso de medicamentos ou drogas. A decisão acontece um ano depois do acidente com o avião da companhia Germanwings, afirmou neste sábado (20) o jornal Süddeutsche Zeitung.

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O jornal cita um documento mencionando uma série de medidas validadas na sexta-feira (20) pelo governo. Elas deverão ser confirmadas ainda nesta semana pelo Bundestag, a câmara baixa do Parlamento. O chefe da companhia alemã Lufthansa, Carsten Spohr, já havia anunciado, no fim de 2015, a instauração de controles-surpresa para os pilotos.

O acidente com o Aibus321 da Germanwings aconteceu no dia 24 de março e deixou 150 mortos. De acordo com a investigações, ele foi provocado pelo co-piloto alemão Andreas Lubitz, que sofria de graves problemas psicológicos. Segundo o documento citado pelo jornal alemão, as companhias deverão “ter certeza” de que apenas os funcionários em condições de “assegurar um transporte seguro e regulamentado” poderão voar.

Banco de dados vai fichar pilotos

O jornal também cita a criação de um banco de dados dos pilotos. Em julho do ano passado, a agência europeia de segurança aérea (AESA) recomendou melhorias no acompanhamento psicológico e testes mais reforçados de controle de drogas e álcool no momento da contratação dos pilotos.

A agência também tinha instaurado a manutenção, provisoriamente, de duas pessoas no cockpit dos aviões de linha, o que não é atualmente obrigatório segundo as normas europeias. Essa medida foi aplicada pela maior parte das companhias depois do acidente.
 

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