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70.000 refugiados poderão ficar bloqueados na Grécia em março

Sírios e iraquianos seguem passando a conta-gotas na fronteira da Grécia com a Macedônia.
Sírios e iraquianos seguem passando a conta-gotas na fronteira da Grécia com a Macedônia. REUTERS/Yannis Behrakis
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A Grécia teme que, em março, o número de refugiados bloqueados em seu território suba para 70.000 pessoas devido à decisão de quatro países dos Balcãs de limitar a entrada de refugiados a 580 por dia. A preocupação foi manifestada neste domingo (28) pelo ministro grego da Política Migratória, Yiannis Mouzalas.

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"Segundo nossas estimativas, o número de pessoas que ficarão bloqueadas em nossos países oscilará entre 50.000 e 70.000 no próximo mês", afirmou. No momento, pelo menos 22 mil imigrantes se encontram no território grego, aguardando passagem para outros países, através da chamada Estrada dos Balcãs.

Destes, cerca 6.500 se encontravam neste domingo no posto fronteiriço de Idomeni, no norte da Grécia, fronteira com a Macedônia, depois que o país anunciou na sexta que limitará a 580 pessoas o número de migrantes que podem entrar em seu território, uma política também adotada pela Eslovênia e a Croácia, membros da União Europeia, e pela Sérvia.

O correspondente da RFI em Bruxelas, Pierre Benazet, explica que a decisão dos países dos balcãs de fazer a sua própria política de filtragem, sem consultar seus parceiros da União Europeia, provoca polêmica. Por enquanto, existem apenas duas estratégias levadas a capo pela Europa diante da crise migratória: a securização das fronteiras e a realocação das demandas de asilo.

Esta segunda política enfrenta resistência, principalmente dos países da Europa Central, e também se mostra ineficaz, já que apenas 600 refugiados foram reinstalados em outros locais, quando o objetivo era de atingir 160 mil.

Crise humanitária

Neste contexto, o Espaço Schengen começa a entrar em pane, com a decisão dos países da Rota dos Balcãs, que decidiram restabelecer a fronteira com a Grécia. Ao mesmo tempo, a política da União Europeia começa a se mostrar contraditória: de um lado, condenando a filtragem e cotas de imigrantes e, por outro, afirmando que os refugiados devem ficar no país de chegada.

Segundo a correspondente da RFI em Atenas, Charlotte Stievenard, o ministro grego da imigração conclamou uma grande “campanha de informação” para avisar os migrantes que aguardam na Turquia de que este não é o momento para fazer a travessia. Ele também estima que, com a prometida ajuda da Otan e seus navios de vigilância, seria possível reduzir em 70% as chegadas ao país pelo Mar Egeu.

O comissário europeu de Imigração, Dimitris Avramopoulos, advertiu que uma crise humanitária é iminente na Grécia, a não ser que “todas as partes assumam a sua responsabilidade”.

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