Ucrânia/Política

Primeiro-ministro da Ucrânia renuncia

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, no dia 16 de março de 2016.
O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, no dia 16 de março de 2016. REUTERS/Valentyn Ogirenko

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, pediu demissão neste domingo (10). Ele era duramente criticado pela demora em aplicar as reformas necessárias ao país. Yatseniuk deve ser substituído pelo presidente do parlamento da Ucrânia, Volodymyr Groissman, indicado pelo presidente Petro Porochenko.

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O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, decidiu renunciar apenas dois meses após ter evitado uma moção de censura no Parlamento ucraniano. A casa não conseguiu reunir o número de votos necessários para afastar o chefe de governo, apesar da pressão feita pelo próprio presidente Petro Porochenko, que pedia a demissão de Yatseniuk após vários escândalos de corrupção.

"Tendo feito todo o possível para garantir a estabilidade do país e construir uma transição calma e pacífica, decidi renunciar ao cargo de primeiro-ministro da Ucrânia", declarou o primeiro-ministro em uma mensagem transmitida pela televisão. Yatseniuk afirmou que "a crise política na Ucrânia está sendo alimentada artificialmente. O desejo de mudar um só rosto cegou os políticos do país e paralisa sua vontade de mudanças reais", se defendeu.

Substituto já foi designado

A renúncia será validada na terça-feira (12) pelos deputados do Parlamento, e Poroshenko já designou o presidente do Parlamento, Volodymyr Groisman, como novo primeiro-ministro.

Arseni Yatseniuk estava no cargo há dois anos e durante muito tempo foi o político ucraniano preferido do ocidente. Ele vinha sendo muito criticado nos últimos meses pelas reformas insuficientes adotadas na Ucrânia e por sua suposta defesa dos interesses dos oligarcas no país.

Yatseniuk não detalhou qual papel terá a partir de agora na política ucraniana e se pronunciou a favor de uma "nova legislação eleitoral, reformas constitucionais, uma reforma da justiça, uma coalizão que controle o novo governo, o apoio internacional à Ucrânia e sua integração na União Europeia e na Otan".
 

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