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Atentados de Bruxelas

Um mês depois de atentados em Bruxelas, saiba como está a investigação

Primeiro-ministro belga, Charles Michel, recebeu lideranças religiosas para debater sobre o combate ao terrorismo, nesta sexta-feira (22).
Primeiro-ministro belga, Charles Michel, recebeu lideranças religiosas para debater sobre o combate ao terrorismo, nesta sexta-feira (22). April 20, 2016. REUTERS/Francois Lenoir
Texto por: RFI
5 min

A Bélgica relembra nesta sexta-feira (22) os atentados ao metrô e o aeroporto de Bruxelas, exatos 30 dias depois dos ataques. Neste período, as investigações permitiram prender os principais envolvidos nos atos terroristas e estabeleceram a ligação direta entre as tragédias na capital belga e na francesa.

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Uma série de homenagens às vítimas marcou o primeiro mês dos atentados. No total, os ataques mataram 32 pessoas e deixaram mais de 300 feridos em Bruxelas.

A estação de metrô de Maelbeek, alvo dos terroristas, deve reabrir na próxima segunda-feira (25). A comissão de investigações sobre os atentados visitou o local nesta sexta-feira, em pleno bairro europeu da cidade, nas proximidades da Comissão e do Parlamento da União Europeia.

As autoridades do bloco e do país se questionam sobre as falhas de segurança que levaram aos ataques, os piores já cometidos na Bélgica. O governo belga anunciou que os feridos e seus familiares receberão os benefícios equivalentes aos feridos de guerra no país, como uma indenização financeira e medidas sociais como pensão e reembolso de todos os custos médicos, até o fim da vida.

Homenagem com a família real

Os integrantes da comissão depositaram flores na estação e conversaram com funcionários do metrô e dos serviços de emergência. O grupo também visitou o aeroporto de Zaventem, devastado pelo duplo atentado. O check in dos passageiros está sendo realizado em um hall improvisado.

Manifestações contra o terrorismo em Bruxelas, no dia 17 de abril

Uma recepção dos familiares das vítimas pela família real belga foi marcada para apenas daqui a um mês, em 22 de maio. O rei Philippe e a rainha Mathilde participarão da cerimônia de homenagens às vítimas e aos serviços de socorro.

Últimas revelações das investigações

Quanto às investigações, a revelação desta sexta-feira é de que Najim Laachraoui, um dos jihadistas que se explodiram no aeroporto em 22 de março, foi identificado por vários ex-reféns franceses na Síria como sendo um dos carcereiros que tomavam conta de uma das prisões do grupo Estado Islâmico.

Quatro jornalistas franceses - Didier François, Pierre Torrès, Edouard Elias e Nicolas Hénin - foram feitos reféns na Síria em 2013 e 2014, e vários deles reconheceram Laachraoui, que atendia pelo nome de Abu Idriss. Ele havia trabalhado no aeroporto belga durante cinco anos, até 2012, poucos meses antes partir para a Síria - informou nesta quarta-feira a televisão VTM.

Najim Laachraoui, belga de 24 anos, voltou da Síria em setembro de 2015, quando foi identificado na fronteira austro-húngara utilizando uma identidade falsa, junto com Salah Abdeslam, suspeito-chave de cometer os atentados de Paris, e Mohamed Belkaid, que morreu em uma batida policial em Bruxelas em 15 de março.

Paris e Bruxelas ligadas pelo terrorismo

As investigações dos ataques de Bruxelas permitiram confirmar a ligação entre esse grupo e o que atacou o Bataclan, os restaurantes e o Stade de France, em Paris. A polícia encontrou o DNA de Laachraoui no material explosivo usado nos ataques na capital francesa e em um apartamento em Bruxelas, onde foram feitos os cinturões de explosivos utilizados pelos suicidas.

Laachraoui se explodiu junto com seu irmão, Ibrahim El Bakraoui, no aeroporto de Bruxelas. Um terceiro jihadista, identificado depois como Mohamed Abrini, também participou desse atentado, mas fugiu antes de detonar as bombas. Abrini, que ficou conhecido como “o homem de chapéu” que aparecia nas câmeras de segurança do aeroporto pouco antes do atentado, está preso e reconheceu ser o terceiro integrante do grupo.

Abdeslam, por sua vez, deve ser entregue em breve às autoridades francesas para responder à justiça, pelo apoio logístico que forneceu nos ataques de Paris. Apesar dos avanços, o risco de novos atentados na França, na Bélgica ou em outros países europeus permanece elevado.

Com informações AFP
 

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