Mais de 10 mil protestam na Grécia contra reformas na aposentadoria

Policias tentam controlar bombas lançadas por manifestantes, em Atenas.
Policias tentam controlar bombas lançadas por manifestantes, em Atenas. REUTERS/Alkis Konstantinidis

Cerca de 10 mil manifestantes se reuníram em frente ao parlamento neste domingo (8), em Atenas. A polícia disparou gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que lançou projéteis contra os agentes durante a manifestação.

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Segundo imagens transmitidas por vários meios de comunicação, jovens mascarados lançaram coquetéis Molotov durante o protesto. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo, dispersando a multidão.

O projeto de lei para reformar o sistema de aposentadorias e aumentar os impostos é exigido pelos credores da Grécia - União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) - em troca de um novo plano de resgate, assinado em julho.

“Fim ao massacre da segurança social”, “Não à mostruasa reforma”, “Não à dissolução do sistema de pensões”, eram os dizeres de alguns cartazes trazidos pelos manifestantes.

O centro de Atenas foi cercado pela polícia para garantir a realização da audiência no parlamento. Ao todo, quinze mil pessoas protestaram de forma pacífica em Atenas e Tessalônica - segunda cidade grega no norte do país -, sendo a maioria delas simpatizantes da Frente de Luta dos Trabalhadores (PAME), próxima ao partido comunista KKE, segundo a polícia.

A mobilização foi, no entanto, muito menor que a registrada na última grande manifestação contra esta reforma, no dia 4 de fevereiro, quando 50 mil pessoas participaram dos protestos.

Confusão e brigas durante o debate

No parlamento, o debate foi tenso. Uma discussão entre o ministro de Energias, Panos Skourletis e os deputados do partido neonazista Aube causou a interrupção dos debates por 35 minutos. Yannis Lagos, um dos deputados do partido, foi expulso do plenário por “comportamento inadmissível”.

O governo de esquerda quer votar as medidas antes de uma importante reunião que acontece nesta segunda-feira (9), em Bruxelas, com os ministros de Finanças dos países da zona do euro. A aprovação pode ajudar os 19 ministros a concluírem a primeira avaliação da implementação do plano de resgate e iniciarem o espinhoso debate sobre a dívida grega.

A reforma polêmica prevê cortes das aposentadorias mais elevadas, o aumento das cotações e a instauração de uma aposentadoria nacional de 384 euros para os que tiverem trabalhado 20 anos.

Com informações da AFP
 

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