Brexit

"Brexit" geraria volatilidade na economia mundial, diz FMI

O ministro britânico das Finanças, George Osborne e a directora-geral do fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, se encontraram nesta sexta-feira 13 em Londres.
O ministro britânico das Finanças, George Osborne e a directora-geral do fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, se encontraram nesta sexta-feira 13 em Londres. REUTERS/Peter Nicholls
Texto por: RFI
3 min

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vê a eventual saída do Reino Unido da União Europeia (UE) como uma importante fonte de desestabilização da economia mundial e um mau negócio para a economia britânica.

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Em um discurso pronunciado nesta sexta-feira (13) em Londres, durante a divulgação do balanço anual do Fundo para a economia britânica, a diretora-gerente Christine Lagarde disse que "a saída do Reino Unido não é uma questão interna da Europa, e sim uma questão internacional".

A vitória do "sim" no referendo programado para dia 23 de junho "levaria a um período prolongado de incertezas, traria volatilidade aos mercados financeiros e impactaria o crescimento", afirma o documento. Com base na análise de vários especialistas, a instituição calcula que o PIB britânico seria entre 1,5% e 9,5% menor no caso de saída da UE e adverte que Londres poderia perder o status de centro financeiro mundial.

O ministro britânico das Finanças, George Osborne, que falou antes de Lagarde, foi enfático. Disse que se os britânicos votarem pela saída, "as famílias e o país inteiro vão ficar mais pobres".

Outro risco apontado no relatório é o de que os mercados poderiam antecipar as consequências negativas, provocando um movimento de alta dos custos.

Ontem, o Banco da Inglaterra alertou que a incerteza criada pelo referendo já está afetando o crescimento. A médio prazo, a escolha de se separar dos vizinhos pode afetar as perspectivas de produção e inflação.

UE revisa e reduz crescimento do 1º trimestre a 0,5%

Os britânicos não fazem parte da zona do euro, mas a retomada do crescimento no bloco europeu ainda é frágil e instável. Dado divulgado hoje pela agência Eurostat indica que o crescimento na zona do euro ficou ligeiramente abaixo do esperado no primeiro trimestre do ano - 0,5% contra previsão anterior de 0,6%. A Alemanha escapou da morosidade, com um crescimento de 0,7% nos três primeiros meses de 2016, acima do que previam os analistas (0,5%).

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