Mais de 300 empresários britânicos querem Reino Unido fora da UE

Tim Martin (e), presidente da rede de pubs Wetherspoon, e Boris Johnson (d), o ex-prefeito conservador de Londres, duas vozes enfáticas pró-Brexit, em Londres.
Tim Martin (e), presidente da rede de pubs Wetherspoon, e Boris Johnson (d), o ex-prefeito conservador de Londres, duas vozes enfáticas pró-Brexit, em Londres. REUTERS/Darren Staples

Mais de 300 empresários britânicos pediram a saída do reino Unido da União Europeia (UE), nesta segunda-feira (16), numa ampla reivindicação pelo Brexit. Donos de grandes empresas como Elaine Harries, diretora-executiva da companhia de logística Action Express, e Tim Martin, presidente da rede de pubs Wetherspoon, acreditam que os negócios teriam um desempenho melhor fora do controle de Bruxelas, numa referência à sede do Parlamento Europeu. 

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"Fora da União Europeia, as empresas britânicas estarão livres para crescer mais rápido, expandir para novos mercados e gerar mais empregos. É hora de votarmos para sairmos e retomarmos o controle de nosso destino", escrevem os signatários de uma carta pró-Brexit, a menos de um mês do referendo, que acontecerá no dia 23 de junho próximo, quando será votada a manutenção ou não do país na UE.

Engrossam o coro dirigentes de grandes empresas como o ex-presidente da British American Tobacco, Patrick Sheehy, e Peter Goldstein, fundador da Superdrug, uma cadeia de produtos de higiene pessoal.

O texto da carta assinada pelos empresários britânicos não deixa dúvidas quanto à intenção de sair do bloco. “Achamos, sem sombra de dúvida, que a competitividade do Reino Unido é prejudicada pela nossa adesão à União Europeia, que se revela um grande fracasso", diz o documento. Os empresários denunciam ainda a “burocracia opressiva de Bruxelas”, que paralisa “5,4 milhões de empresas britânicas”, sendo que “apenas uma minoria delas negocia especificamente com países da UE".

Ex-prefeito de Londres compara UE a Hitler

Em seu texto, os signatários da carta pró-Brexit desta segunda-feira destacaram a dimensão "global" da economia britânica, que é membro do clube dos países mais ricos do G7, e que possui Londres como um dos maiores centros financeiros do mundo.

A maioria dos signatários deste manifesto é composta, no entanto, por dirigentes de pequenas e médias empresas. Os presidentes das principais empresas britânicas, classificadas pelo índice FTSE-100 da Bolsa de Valores de Londres, pronunciaram-se nos últimos meses a favor da manutenção do Reino Unido dentro da União Europeia.

Boris Johnson, o ex-prefeito conservador de Londres e líder do grupo favorável ao Brexit, havia dito no domingo (15) que a UE “agiu como Hitler tentando criar um superestado”, durante uma declaração controversa, classificada como um "ato desesperado" pelos defensores da permanência no bloco.

Ambos os lados da disputa pró ou contra o Brexit aparecem empatados nas sondagens, com 50% de votos cada um, de acordo com o site do instituto What UK thinks, que contabilizou a média das últimas seis pesquisas de opinião.
 

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