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Linha Direta

Conferência da mulher em Copenhague debate violência sexual e zika

Áudio 04:16
Participam da conferência Women Deliver, da esquerda para direita, a escocesa Annie Lennox, cantora e compositora,Margaret Chan, diretora da OMS e a diplomata Gro Harlem Brundtland.
Participam da conferência Women Deliver, da esquerda para direita, a escocesa Annie Lennox, cantora e compositora,Margaret Chan, diretora da OMS e a diplomata Gro Harlem Brundtland. Scanpix Denmark/Liselotte Sabroe/via REUTERS
Por: Taíssa Stivanin
8 min

A Conferência Women Deliver, o maior encontro mundial da década sobre saúde, bem-estar e direitos de meninas e mulheres, discute até quinta-feira (19) questões como violência sexual, doenças sexualmente transmissíveis, Aids, zika e acesso à educação entre outros assuntos. Cerca de 5.500 pessoas participam desta quarta edição da conferência, que este ano acontece em Copenhague, na Dinamarca.

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Margareth Marmori, correspondente em Copenhague

A conferência foi aberta nessa segunda-feira (16) pela princesa Mary da Dinamarca e contou com a presença do primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, o que dá uma ideia da importância do evento. Entre as participantes da cerimônia de abertura estavam a cantora escocesa Annie Lennox e a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2011, Tawakkol Karmen, ativista de direitos da mulher do Iêmen. O encontro não tem poder de decisão, mas tem sido importante para chamar a atenção para os problemas que atingem mulheres de todo o mundo e, principalmente, buscar soluções para eles.

A principal discussão será sobre como alcançar as metas para saúde, bem-estar e direitos das mulheres que estão previstas nos Objetivos Globais para Desenvolvimento Sustentável nos próximos 15 anos. Uma das ambições das Nações Unidas, por exemplo, é acabar com as mortes consideradas evitáveis até 2030. As mortes evitáveis são aquelas causadas por complicações no parto ou durante a gravidez e que levam à morte de cerca de 800 mulheres por dia.

Violência sexual no centro dos debates

A violência sexual contra as mulheres é um dos maiores temas em debate. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 35% de todas as mulheres sofrerão violência sexual em algum momento de suas vidas. Combater esse fenômeno traz respostas para outras questões. A violência sexual, por exemplo, ajuda a explicar um grave problema de saúde pública, que é o alto número de mulheres infectadas pelo vírus da Aids. Em algumas regiões da África, onde a violência sexual é maior, o número de mulheres infectadas com o HIV é cinco vezes mais alto do que o de homens.

O acesso das meninas à educação, que é outro tema da Conferência, pode ajudar a diminuir o problema da contaminação pela Aids entre adolescentes. Estudos mostram que o índice de infecção pode cair em até 60% quando as meninas recebem ajuda financeira para continuar seus estudos.

Mudança de mentalidade sobre investimento nas mulheres 

A diretora da organização responsável pelo evento, a dinamarquesa Katja Iversen, quer convencer os participantes de que a crise econômica, que hoje afeta vários países, não deve ser um freio aos investimentos nessa área. Segundo ela, garantir a saúde e os direitos de mulheres e meninas precisa ser visto como uma forma de investimento e não apenas como uma despesa. De acordo com Iversen, investimentos na melhoria de vida das mulheres geram um efeito dominó que produzem resultados positivos para a economia.

A conferência tem a participação da antropóloga e pesquisadora brasileira Débora Diniz, que vai discutir a importância do Estado brasileiro reconhecer as mulheres como as principais vítimas da epidemia de zika. Débora é diretora do filme “Zika", que será exibido durante a conferência e que conta a história de cinco mulheres sobreviventes da epidemia na Paraíba.

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