Brexit

Governo britânico descarta segundo referendo sobre Brexit

Opositores ao Brexit continuam protestando contra referendo, como em 2 de julho no centro de Londres (foto).
Opositores ao Brexit continuam protestando contra referendo, como em 2 de julho no centro de Londres (foto). REUTERS/Neil Hall

O governo britânico respondeu neste sábado a mais de quatro milhões de cidadãos que assinaram uma petição para solicitar um segundo referendo após a votação de 23 de junho, que indicou a saída do Reino Unido da União Europeia. Londres informou que não pretende realizar outro voto, apesar da contestação de parte da população.

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Cada signatário da petição recebeu um e-mail do Foreign Office (ministério das Relações Exteriores), que afirma que "o governo responde" aos pedidos de um novo voto. O abaixo-assinado solicitava que o governo aplicasse uma regra segundo a qual “se a votação de permanência ou saída (da UE) for baseada em menos de 60% dos eleitores, com um índice de participação inferior a 75%, outro referendo deve ser convocado".

A reposta do governo afirma que, "como disse claramente o primeiro-ministro em sua declaração na Câmara dos Comuns em 27 de junho, o referendo foi o exercício democrático mais importante da história britânica, com mais de 33 milhões de pessoas que se pronunciaram". O texto segue explicando que o premiê e o governo afirmaram claramente que “se tratava de uma votação única para uma geração e (...) que a decisão deveria ser respeitada. Agora devemos preparar o processo de saída da UE e o governo está determinado a garantir o melhor resultado possível para o povo nas negociações", conclui a mensagem.

No dia 23 de junho, 17,4 milhões de britânicos votaram a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (51,9%), contra 16,1 milhões que votaram pela permanência do país no bloco. O índice de participação foi de 72,2%.

A votação provocou a renúncia do primeiro-ministro David Cameron, cujo sucessor será designado em 9 de setembro por membros do Partido Conservador, que devem escolher entre a secretária de Estado, Andrea Leadsom, e a ministra do Interior, Theresa May.

A nova primeira-ministra britânica terá a responsabilidade de ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que determina o procedimento a seguir em caso de saída da UE, com um prazo de dois anos para a conclusão do processo.

(Com informações da AFP)
 

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