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Acordo de paz

UE decide retirar Farc da lista de organizações terroristas

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em imagem de arquivo.
A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em imagem de arquivo. REUTERS/Andrew Kelly
3 min

A União Europeia (UE) anunciou nesta segunda-feira (26) que decidiu suspender a guerrilha das Farc de sua lista de organizações terroristas. A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, divulgou a informação, horas antes da assinatura dos acordos de paz na Colômbia.

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"O Conselho da União Europeia decidiu suspender as Farc da lista de organizações terroristas. Esta decisão terá pleno efeito uma vez que for assinado o acordo de paz", declarou Mogherini em um comunicado.

O anúncio da chefe da diplomacia europeia foi realizado poucas horas antes de o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assinarem o histórico pacto. O acordo foi alcançado no dia 24 de agosto, após quatro anos de negociações em Cuba.

Para Mogherini, que delegou a seu enviado especial, Eamon Gilmore, a representação europeia em Cartagena, a Colômbia tem "o valor de passar página depois de cinquenta anos de longo conflito, "dando provas a todo o mundo de que a paz é possível". "A Colômbia manda hoje uma mensagem de esperança ao resto do planeta", acrescentou.

A decisão da UE não significa, no entando, a retirada definitiva das Farc desta lista criada em 2001, após os atentados de 11 de setembro em Nova York. Segundo fontes diplomáticas, esta decisão estará em vigor durante seis meses e será revisado de novo terminado esse prazo.

Na prática, a medida implica a suspensão das sanções adotadas contra a guerrilha depois de sua inclusão na lista da UE em 2002.

Fundo para a consolidação da paz

"No entanto, nossa contribuição a este acordo vai mais além", reiterou Mogherini, em referência ao fundo de aproximadamente € 575 milhões destinado a consolidar à paz em Colômbia no período do pós-conflito.

A medida inclui empréstimos de € 400 milhões por parte do Banco Europeu de Investimentos (BEI), assim como subvenções de € 90 milhões de euros. As contribuições fazem parte de outras decisões já anunciadas em maio pela diplomata em Bogotá.

A assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e a guerrilha marxista está marcada para esta segunda-feira (26). O presidente Juan Manuel Santos e líder das Farc, Timoleón Jiménez (Timochenko), ratificarão o compromisso em Cartagena, no norte do país, após 52 anos de conflito entre as duas partes.

(Com informações da AFP)

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