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Espanha: após 10 meses de crise, Rajoy voltará a governar

O primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy deve tomar posse nos próximos dias
O primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy deve tomar posse nos próximos dias Reuters/Eric Vidal
2 min

Depois de mais de 300 dias de bloqueio político, o conservador Mariano Rajoy deverá voltar a ser o primeiro-ministro da Espanha.O comitê federal do Partido Socialista decidiu se abster no voto de confiança a Rajoy no Parlamento, pondo um ponto final à crise política do país.

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A decisão dos socialistas foi tomada por uma larga maioria, motivada pela necessidade de se solucionar de forma definitiva a paralisia política da nação.

Agora, a realização de uma terceira eleição legislativa em um ano será evitada e Mariano Rajoy não será sancionado, depois de um primeiro mandato marcado por escândalos de corrupção e de crescimento da desigualdade.

Com essa abstenção histórica, os socialistas também evitam um novo fracasso: perder feio para o partido anti-austeridade Podemos, como aconteceu nas legislativas de dezembro de 2015 e de junho de 2016.

Foram os conservadores do Partido Popular que ganharam as duas eleições, mas sem maioria absoluta e sem aliados para formar uma coalizão. Para Rajoy formar um governo minoritário, era preciso que os deputados socialistas se abstivessem no voto de confiança.

Ainda não se sabe se no dia do voto decisivo, entre 29 e 30 de outubro, todos os deputados socialistas se absterão ou se somente onze deles o farão, o quórum mínimo para deixar o caminho livre para Mariano Rajoy cumprir o segundo mandato.

Como a crise política espanhola começou

O líder do Partido Socialista Operário Espanhol (Psoe), Pedro Sánchez, estava em disputa cerrada com Mariano Rajoy, que havia ganho as duas eleições anteriores, porém, sem maioria para governar. Perdendo o apoio do seu partido, Sánchez acabou renunciando no dia 1° deste mês de outubro.

Durante todo esse tempo, o impasse era se o Psoe devia impedir que Rajoy governasse em minoria - argumento defendido por Pedro Sánchez - ou tomar o caminho da abstenção no Parlamento.

 

 

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