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Reino Unido/ataque

Polícia prende mais dois suspeitos do atentado em Manchester

Policiais armados patrulham próximo a Catedral St Paul em Londres.
Policiais armados patrulham próximo a Catedral St Paul em Londres. REUTERS/Neil Hall
Texto por: RFI
2 min

As detenções aconteceram neste sábado (27), subindo para 11 o número de presos suspeitos de terem participado da ação terrorista. O ataque, ocorrido na saída de um show da cantora americana Ariana Grande, na última segunda-feira (22), deixou 22 mortos, entre eles várias crianças.

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Os dois homens, de 20 e 22 anos, foram presos durante uma batida policial no norte de Manchester, de acordo com um comunicado da polícia, que organizou uma explosão controlada durante uma perseguição no bairro de Cheetham Hill.

Segundo Mark Rowley, responsável do setor antiterrorismo da polícia britânica, foram feitos “vários progressos importantes na investigação”, e outras detenções são “prováveis”. Nesta sexta-feira, um outro homem, de 44 anos, também foi detido na região de Rusholme, no sul da cidade. Só nesta semana, foram realizadas 500 operações de “vigilância ativa”, envolvendo cerca de 3 mil pessoas que representam, potencialmente, uma ameaça.

O atentado, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, foi cometido pelo homem-bomba Salman Abedi, que teria sido motivado por "vingança". Filho de pais líbios que fugiram do regime de Muammar Kadhafi, ele nasceu no Reino Unido, mas cresceu em um ambiente “jihadista”, segundo as autoridades britânicas.

23 mil simpatizantes do islamismo radical

A polícia já sabe que ele não agiu sozinho e desde segunda-feira iniciou uma caça aos seus cúmplices. Um dos indícios de que uma rede está por trás do ataque é que a bomba usada por Abedi possuía um detonador sofisticado, que dificilmente pode ser construído sem ajuda. O ataque deixou, além das vítimas fatais, 116 feridos. Outros 66 ainda estão hospitalizados e 23 em estado crítico.

A Grã-Bretanha continua em estado de alerta máximo e a segurança dos cerca de 1300 eventos públicos que acontecem neste fim de semana foi reforçada. De acordo com o jornal “The Times”, o serviço secreto britânico identificou cerca de 23 mil simpatizantes do islamismo radical no Reino Unido.

 

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