Acessar o conteúdo principal
Catalunha

Independência é condição para diálogo com Madri, diz vice-presidente catalão

O vice-presidente da Catalunha, Oriol Junqueras, disse que não haverá debate com Madri se a questão da independência for excluídas das negociações.
O vice-presidente da Catalunha, Oriol Junqueras, disse que não haverá debate com Madri se a questão da independência for excluídas das negociações. REUTERS/Ivan Alvarado
Texto por: RFI
3 min

Poucas horas antes do fim do prazo dado pelo governo espanhol para que Carles Puigdemont se posicione sobre o futuro da região, o número dois do governo catalão, Oriol Junqueras, disse que o diálogo com Madri deve ter como "referência" a independência da Catalunha. A declaração fecha cada vez mais a porta para um acordo entre as partes.

Publicidade

Junqueras afirmou neste sábado (14) à direção do partido que preside, 'Esquerra Republicana de Catalunya', que "a melhor maneira de fazer a República, de fazer a independência, é poder fazê-la dialogando com todos, como mínimo com a comunidade internacional". Porém, ele estima que "para que o diálogo tenha alguma expectativa de frutificar (...) precisa ter como referência a construção da República e nosso compromisso com a independência".

Já para o partido de extrema-esquerda CUP (Candidatura de Unidade Popular), aliado do governo catalão, a negociação com Madri não parece plausível. "Não há diálogo possível, não há mediação possível", disse à imprensa em Barcelona Núria Gibert, porta-voz do secretariado nacional da legenda.

Ela criticou a estratégia do presidente regional, Carles Puigdemont. O dirigente surpreendeu a todos ao declarar unilateralmente a independência da Catalunha, mas a suspendê-la de modo imediato, como "gesto" de boa vontade para propiciar um diálogo ou uma mediação internacional.

Em resposta, Madri pediu uma posição até a próxima segunda-feira (16).

Puigdemont não poderá dar resposta ambígua

A postura de Puigdemont também é criticada do lado de Madri. Neste sábado, o ministro espanhol do Interior, Juan Ignacio Zoido, deixou claro que o governo do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy não aceitará uma resposta confusa ao requerimento. "Se responder de modo ambíguo, isto significará que não quer o diálogo e, portanto, o governo da Espanha, que estendeu a mão de maneira muito sincera, terá que aplicar as medidas correspondentes", declarou o ministro.

Caso Puigdemont responda na segunda-feira a Rajoy que declarou a independência, terá até quinta-feira (19) para retificar a decisão: caso isto não aconteça, o governo espanhol está disposto a intervir na ampla autonomia da Catalunha, com o uso do artigo 155 da Constituição.

A medida, nunca aplicada em 40 anos de democracia na Espanha, pode resultar nos protestos de milhares de independentistas, que aguardam com ansiedade o desenrolar dos acontecimentos.

(Com informações da AFP)

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.