União Europeia tem novas lideranças

Ursula von der Leyen assumirá a presidência da Comissão Europeia.
Ursula von der Leyen assumirá a presidência da Comissão Europeia. REUTERS/Michael Kappeler

Os líderes europeus escolheram nessa terça-feira (2), durante uma cúpula em Bruxelas, quatro personalidades para ocupar as mais altas funções da União Europeia. O Parlamento Europeu pretende eleger o seu novo presidente nesta quarta-feira (3).

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Duas mulheres e dois homens, três dois quais originários de países fundadores da União Europeia (UE), foram eleitos para ocupar os postos-chave do bloco.

A presidência da Comissão Europeia ficou com a alemã Ursula von der Leyen, de 60 anos, mãe de sete filhos. Ela estará a frente do órgão executivo da União Europeia, devendo assegurar a correta aplicação dos textos e o respeito aos tratados. O seu mandato é de cinco anos, renovável uma vez.

Ligada à chanceler Angela Merkel, de quem às vezes é indicada como herdeira política, Ursula von der Leyen fala francês e é apreciada por Paris, particularmente pela cooperação em temas de defesa franco-alemã. No entanto, o balanço de sua atuação no ministério da Defesa, cargo que ocupou por quase seis anos, é considerado controvertido.

Para a presidência do Conselho Europeu foi escolhido Charles Michel, atual primeiro-ministro belga, de 43 anos, um liberal que teve carreira política precoce, graças a seu pai, o ex-comissário europeu, Louis Michel. Há cinco anos ele preside a coalizão com o N-VA (nacionalistas flamengos), um partido que defende a independência de Flandres e seus próprios estatutos. Seu mandato é de dois anos e meio, renovável uma vez.

Escolhido para a chefia da diplomacia europeia, o espanhol Joseph Borrell (PSOE), de 72 anos, é um catalão firmemente anti-independência de sua região. O seu papel é coordenar a política externa e de defesa da UE, uma tarefa às vezes delicada.

Borrell é conhecido por seu discurso direto e, nos últimos meses, esteve ativamente envolvido na situação na Venezuela, tendo criticado a administração de Donald Trump.

Do FMI para o BCE

A francesa Christine Lagarde, de 63 anos, assume a presidência do Banco Central Europeu (BCE), em substituição ao italiano Mario Draghi. Ex-campeã de nado sincronizado, advogada que virou banqueira, ela já alcançou altos postos: foi a primeira ministra das Finanças na França e chefiou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Christine Lagarde afirmou estar "muito honrada por ter sido indicada para a presidência" do Banco Central Europeu. "Em consulta com o Comitê de Ética da Diretoria, decidi deixar temporariamente minhas funções como diretora-gerente (DG) do FMI durante o período de nomeação", disse ela em um tuíte.

A nomeação significa que Lagarde se demitirá dois anos antes do final de seu segundo mandato de cinco anos no comando do FMI, o que vai motivar a busca por um substituto. O conselho executivo do fundo deve se reunir para discutir os próximos passos, incluindo a liderança interina. O economista americano David Lipton, que atua como vice de Lagarde no FMI, seria uma escolha lógica para liderar a instituição nesse período.

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