Norwegian Air Shuttle declara falência de quatro subsidiárias e demite cerca de 4,7 mil funcionários

A companhia aérea de baixo custo Norwegian Air Shuttle anunciou nesta segunda-feira (20 ) a falência de quatro subsidiárias na Suécia e Dinamarca, decisão que vai privar cerca de 4,7 mil pilotos e tripulantes de seus empregos.
A companhia aérea de baixo custo Norwegian Air Shuttle anunciou nesta segunda-feira (20 ) a falência de quatro subsidiárias na Suécia e Dinamarca, decisão que vai privar cerca de 4,7 mil pilotos e tripulantes de seus empregos. AFP - JOHAN NILSSON

A companhia área norueguesa de baixo custo Norwegian Air Shuttle, que já se encontrava em grandes dificuldades financeiras, anunciou nesta segunda-feira (20) a falência de quatro subsidiárias na Suécia e na Dinamarca, uma decisão que resultará na demissão de cerca de 4,7 mil pilotos e tripulantes.

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A falência dessas subsidiárias, que reúnem grande parte dos funcionários da empresa, deixará sem trabalho 1.571 pilotos e 3.134 tripulantes na Suécia, Dinamarca, Finlândia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. "O impacto que o coronavírus teve no setor de companhias aéreas é sem precedentes", afirmou o diretor Jacob Schram em comunicado. "Fizemos o possível para evitar essa decisão de último recurso, e pedimos ajuda aos governos da Suécia e da Dinamarca", acrescentou.

Acumulando prejuízos antes mesmo do surgimento do novo coronavírus, a Norwegianfoi, como o restante do setor aéreo, atingida com força pela queda na demanda ligada à pandemia. Com uma dívida colossal, a empresa - que foi uma das pioneiras no transporte a baixo custo - vinha enfrentando problemas de fluxo de caixa desde que a maioria de seus aviões passou a permanecer em solo.

Funcionários na Noruega, França e Itália não serão afetados

A companhia aérea justificou a falência de suas subsidiárias na Suécia e na Dinamarca pela ausência de um mecanismo efetivo de desemprego parcial nesses países. Os cerca de 700 pilotos e 1,3 mil tripulantes que atuam na Noruega, França e Itália não serão afetados.

O destino da terceira maior empresa aérea europeia de baixo custo está em grande parte nas mãos de seus credores: a Norwegian ofereceu a eles uma conversão, total ou parcial, de dívidas e compromissos financeiros em ações. Uma assembleia geral extraordinária deve decidir sobre esta questão no próximo dia 4 de maio.

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