Acessar o conteúdo principal

Manifestantes protestam na Europa contra medidas impostas para conter Covid-19

Uma das maiores manifestações foi organizada em Stuttgart, na Alemanha.
Uma das maiores manifestações foi organizada em Stuttgart, na Alemanha. REUTERS - KAI PFAFFENBACH

O sábado (16) foi marcado por manifestações de protesto contra as medidas de prevenção impostas para tentar conter a pandemia de Covid-19 em várias cidades europeias. Juntos, militantes de extrema direita e de extrema esquerda contestaram as restrições e criticaram o que consideram um ataque às liberdades públicas.

Publicidade

Milhares de pessoas se reuniram nas ruas de Stuttgart, ultrapassando o limite 5 mil imposto para manifestações em tempos de pandemia na cidade alemã. A polícia teve que intervir e dispersar os participantes. A mesma cena foi vista em Munique, no sul do país, onde cerca de mil pessoas – o máximo autorizado – se reuniram em um parque.

Protestos do gênero se multiplicam aos sábados na Alemanha desde o início de abril. O movimento, que ganha cada vez mais força, reúne uma mistura de militantes extremistas (de esquerda e de direita), mas também defensores das liberdades públicas, opositores às vacinas e antissemitas. Todos denunciam o uso de máscaras de proteção e as restrições de movimento impostas após o confinamento.

Extrema direita alemã apoia protestos

A mobilização conta com o apoio do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que tenta recuperar o terreno perdido durante o pico da fase de contaminação pelo coronavírus. A popularidade de chanceler Angela Merkel se reforçou no auge da pandemia em razão da gestão da crise no país, um dos menos atingidos pelo vírus na região. A chefe do governo disse que essas manifestações são “alarmantes”.

Na sexta-feira (15), um pacote com a imitação de uma lápide funerária foi colocado diante de um dos escritórios de Angela Merkel em Stralsund, no norte do país. O objeto estava coberto com uma máscara respiratória e uma mensagem com os dizeres “Liberdade de opinião, de movimento e de reuniões”.

Manifestações na Suíça, Reino Unido e Polônia

Cerca de 200 pessoas também se reuniram no Hyde Park, no coração de Londres, em protesto contra o confinamento no Reino Unido. Pelo menos seis pessoas foram detidas, entre elas Piers Corbyn, o irmão do ex-líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn.

Polícia, no Hyde Park, em Londres prende manifestante durante protesto contra medidas de luta contra o Covid-19
Polícia, no Hyde Park, em Londres prende manifestante durante protesto contra medidas de luta contra o Covid-19 REUTERS - JOHN SIBLEY

A polícia suíça também teve que dispersar manifestantes que se reuniram diante da sede do governo em Berna para protestar contra as medidas de prevenção impostas no país. As autoridades proibiram qualquer tipo de evento público com mais de cinco pessoas.

Mas desde o início de maio, inúmeras convocações para protestos círculam em várias cidades suíças. Duas manifestações similares já foram realizadas na capital. Segundo a agência de notícias suíça ATS, menos de 300 pessoas participaram do evento deste sábado em Berna e algumas delas chegaram a ser presas. O mesmo cenário foi visto em Zurique e na Basileia.

Polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e prendeu vários manifestantes em Varsóvia
Polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e prendeu vários manifestantes em Varsóvia REUTERS - KACPER PEMPEL

Mas as principais cenas de violência foram registradas na Polônia, onde a polícia reprimiu com firmeza uma manifestação que criticavam o governo. Alegando que se tratava de um evento “ilegal”, as forças de ordem usaram bombas de gás lacrimogêneo contra os participantes que saíram às para denunciar as “violações dos direitos e liberdade cívicas” impostas como parte das medidas de prevenção à pandemia.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.