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Covid-19: como Dinamarca e vizinhos nórdicos lidam com a reabertura pós-pandemia

Áudio 05:04
A faixa amarela e a sinalização ajudam as pessoas a manter a distância social nas ruas de Aalborg, Dinamarca, em maio de 2020.
A faixa amarela e a sinalização ajudam as pessoas a manter a distância social nas ruas de Aalborg, Dinamarca, em maio de 2020. AP - Henning Bagger

A Dinamarca adota uma nova fase de relaxamento da quarenta provocada pela pandemia da Covid-19. O país reabre no dia 15 de junho suas fronteiras com Noruega, Islândia e Alemanha, mas a Suécia foi excluída do plano.

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Fernanda Melo Larsen, correspondente da RFI em Copenhague

Depois de ter passado pelas primeiras fases da quarentena, que teve início no dia 15 de abril, quando alunos do ensino fundamental e creches puderam voltar às aulas, a Dinamarca resolveu ampliar o processo de reabertura do país.

Com pouco mais de 11 mil casos confirmados, o sistema público de saúde da Dinamarca montou pontos estratégicos em várias cidades espalhadas em todo país para que a população possa fazer testes em larga escala. Além disso, a polícia dinamarquesa continua nas ruas verificando se o distanciamento de um metro entre as pessoas em locais públicos está sendo cumprido.

Reabertura de fronteiras para ajudar turismo

Na última quinta-feira (28), a primeira-ministra Mette Frederiksen, decidiu afrouxar as medidas de segurança mais uma vez, e reabrir as fronteiras no próximo dia 15 para os vizinhos e turistas da Alemanha, Noruega, Islândia e, futuramente, da Finlândia.

A decisão foi tomada para que o setor de turismo do Dinamarca possa se recuperar do impacto da crise econômica. Mas dentre as recomendações para que turistas visitem o país estão: a proibição de hospedagem em Copenhague, uma comprovação de estadia mínima de seis dias no país e a realização de testes aleatórios de turistas nas fronteiras da Dinamarca.

Apesar da reabertura, o governo dinamarquês tem sido alvo de críticas da oposição no parlamento e de empresários do setor hoteleiro, que consideram os termos restritivos demais, porque outros países da União Europeia foram deixados de fora até o próximo dia 31 de agosto, incluindo a vizinha Suécia, que optou por não fazer confinamento para combater a Covid-19.

Vizinhos não aprovam método sueco para a pandemia

A Suécia gerou desconfiança entre os países nórdicos no combate ao coronavírus. Enquanto a Islândia, Noruega, Finlândia e Dinamarca fecharam as fronteiras e colocaram a população em isolamento social, a Suécia, com mais de 10 milhões de habitantes, permaneceu com fronteiras e estabelecimentos comerciais abertos à população, e acumula a maior taxa de contágio da região, mais de 40 mil casos confirmados pela Covid-19, e mais de quatro mil mortes.

A decisão pesou para que os vizinhos Dinamarca e Noruega deixassem turistas suecos longe de seus territórios nas férias de verão, que começam neste mês.

Durante entrevista a uma rádio sueca, nesta quarta-feira (3), Anders Tegnell, responsável pelo Conselho Nacional de Saúde da Suécia, admitiu que se o país fosse atingido pela mesma doença com o que se sabe hoje sobre o coronavírus, as autoridades de saúde ficariam em um meio termo, entre o que a Suécia e o resto do mundo fizeram.

Certidão para provar que não está infectado

Noruega e Finlândia, que tiveram baixo números de mortes por coronavírus, reabriram nesta segunda-feira (1) os espaços interiores dos bares, cafés e restaurantes, mas com a metade da capacidade normal e horário de funcionamento reduzido. A medida fica em vigor até o fim de outubro deste ano.

Já a Islândia vai retomar as atividades turísticas a partir do dia 15 de junho, mas apenas para os turistas do Espaço Schengen. Na chegada ao aeroporto, os turistas serão convidados a fazer um teste para a Covid-19, mas podem ser liberados se trouxerem na bagagem uma certidão médica que comprove não estarem infectados com a doença.

 

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