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Estudo britânico afirma que uso generalizado de máscara pode evitar novas ondas da Covid-19

Segundo estudo britânico, mesmo as máscaras feitas em casa podem reduzir consideravelmente as taxas de transmissão do coronavírus, se uma quantidade considerável de pessoas adotar essa prática.
Segundo estudo britânico, mesmo as máscaras feitas em casa podem reduzir consideravelmente as taxas de transmissão do coronavírus, se uma quantidade considerável de pessoas adotar essa prática. Alain JOCARD / AFP
Texto por: RFI
3 min

O uso generalizado de máscara pode diminuir a transmissão do coronavírus a níveis controláveis e impedir novas ondas de contaminação. É o que afirma um novo estudo realizado por cientistas das universidades de Cambridge e Greenwich, no Reino Unido, publicado nesta quarta-feira (10).

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Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Proceedings of the Royal Society. Os especialistas sugerem que as medidas de confinamento, sozinhas, não serão suficientes para evitar novas ondas da Covid-19. No entanto, o estudo garante que mesmo as máscaras feitas em casa podem reduzir consideravelmente as taxas de transmissão, se uma quantidade elevada de pessoas adotar essa prática.

"Nossas análises apoiam a adoção imediata e universal da máscara pelo público", afirma Richard Stutt, que codirigiu a pesquisa na universidade de Cambridge. Segundo ele, combinar o uso generalizado da máscara com o distanciamento social e as medidas de confinamento poderia ser "um meio satisfatório de gerenciar a pandemia e relançar a atividade econômica" antes do desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a Covid-19".

No início da pandemia, as provas científicas da eficácia das máscaras para desacelerar as contaminações eram limitadas. Mas, com novas pesquisas sendo realizadas e divulgadas nas últimas semanas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, na última sexta-feira (5), que recomenda o uso de máscara para tentar reduzir a propagação da doença.

Diferentes cenários

Os pesquisadores avaliaram diferentes cenários de utilização de máscaras combinados a períodos de confinamento. O estudo mostrou que usar uma máscara em público é duas vezes mais eficaz para reduzir a transmissão de que usá-la depois da aparição dos sintomas da doença.

Em todos os cenários examinados, o uso sistemático de máscara por 50% ou mais da população pode reduzir propagação do coronavírus, prevenindo contra futuras ondas de contaminação e até mesmo permitindo medidas de quarentena menos rígidas.

Outros especialistas britânicos que não participaram deste estudo opinaram sobre as conclusões dos pesquisadores de Cambridge e de Greenwich.

Brooks Pollock, especialista em modelização de doenças infecciosas da universidade de Bristol, declarou que o impacto provável do uso da máscara poderia ser muito mais fraco do que o previsto. Já Trish Greenhalgh, professor na universidade de Oxford, avaliou como positivos os resultados, considerando que o uso da máscara "poderia ser uma medida eficaz para a população".

(Com informações da Reuters)

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