Europa tem mais de 2,5 milhões de casos de coronavírus

A Europa continua sendo o continente mais afetado pela pandemia de Covid-19, de acordo com o último balanço divulgado neste sábado (20).
A Europa continua sendo o continente mais afetado pela pandemia de Covid-19, de acordo com o último balanço divulgado neste sábado (20). AP - Markus Schreiber

Com pelo menos 2.500.091 casos de Covid-19 e um total de 192.158 mortes, a Europa continua sendo o continente mais afetado pela pandemia, de acordo com o último balanço divulgado neste sábado (20). Porém, é na América Latina que a doença está progredindo mais rapidamente, com o Brasil ultrapassando o limiar simbólico de um milhão de casos de contaminação.

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Grande parte das infecções no mundo foi registrada na Rússia (576.952 e 8.002 mortes), Reino Unido (301.815 casos e 42.461 mortes), Espanha (245.575 e 28.315 mortes) e Itália (238.011 e 34.561 mortes), de acordo com dados coletados pelos escritórios da agência AFP, a partir de informações fornecidas pelas autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quase 460.000 mortos

A pandemia já matou pelo menos 459.976 pessoas em todo o mundo desde que a China notificou oficialmente o início da doença, em dezembro. No total, mais de 8.680.640 casos de infecção de Covid-19 foram oficialmente diagnosticados, em 196 países e territórios.

Os Estados Unidos são o país mais afetado, com mais de 119.130 mortes, seguidos pelo Brasil (48.954), Reino Unido, Itália e França (29.617).

O México ultrapassou a marca de 20.000 mortos. Em um dia, foram identificados 5.030 novos casos de contaminação no país, elevando o total para 170.485. As autoridades da Cidade do México decidiram atrasar em uma semana a retomada das atividades econômicas na capital, inicialmente programadas para segunda-feira (22), na tentativa de reduzir o número de contaminações e diminuir as hospitalizações.

Mais de um milhão de casos no Brasil

Num sinal de que a epidemia ainda não está controlada no maior país da América Latina, o Brasil atravessou, na sexta-feira (19), a marca de um milhão de casos. Até então, apenas os Estados Unidos haviam ultrapassado esse limiar simbólico. Após o registro de 54.771 novos casos em um dia, o Brasil registra 1.032.913 contaminações e se aproxima do marco de 50.000 mortes.

Desde o início de junho, o Brasil, o novo epicentro global da pandemia, registrou mais novas infecções (518.000) e mortes (19.000) do que qualquer outro país do mundo, de acordo com a compilação da AFP.  

O fato de o Brasil passar a marca de um milhão de casos foi destaque na imprensa francesa. Em reportagem publicada nesse sábado, o canal de notícias BFMTV observa que “as estatísticas oficiais são consideradas subestimadas pelos especialistas em razão da falta de uma prática maciça de testes de diagnóstico nesse país gigantesco de 212 milhões de habitantes”. A reportagem também destaca que, “com 12.232 mortos, o estado de São Paulo, capital econômica do Brasil, continua sendo o principal foco do coronavírus, à frente do Rio de Janeiro, que contabiliza 8.595 mortos”. Ainda de acordo com o texto, “no coração da Amazônia, 6.000 indígenas foram contaminados e mais de 300 morreram”.

A Colômbia, por sua vez, registrou o recorde de 95 mortos em um único dia na sexta-feira, cruzando a marca de 2.000, desde o início da epidemia, que ainda está longe de retroceder em outras partes do mundo. O Irã anunciou, neste sábado, o registro de mais de 100 mortes e mais de 2.000 contaminações com o novo coronavírus, em 24 horas. O país entrou em seu quinto mês de luta contra a epidemia.

 

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