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UE exclui Brasil, EUA e Rússia de lista para reabertura de fronteiras

Passageiros provenientes de Paris chegam ao aeroporto de Madri após a reabertura das fronteiras espanholas, em 21 de junho de 2020.
Passageiros provenientes de Paris chegam ao aeroporto de Madri após a reabertura das fronteiras espanholas, em 21 de junho de 2020. REUTERS/Sergio Perez
Texto por: RFI
4 min

As negociações ainda estão em curso e a lista deve ser concluída na noite deste sábado (27). Mas segundo fontes diplomáticas, ela contém apenas 14 países e os visitantes de territórios onde a epidemia do novo coronavírus é ainda ativa, como Brasil, Estados Unidos e Rússia, serão barrados a partir de 1° de julho quando as fronteiras externas da União Europeia (UE) serão reabertas.

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A lista de países considerados suficientemente seguros para que seus cidadãos possam entrar na Europa foi elaborada em uma reunião dos embaixadores dos 27 integrantes da UE e do espaço Schengen (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) na noite dessa sexta-feira (26). O objetivo é reativar o turismo da região, fortemente afetado com o fechamento das fronteiras externas em 16 de março e o início da quarentena na maioria dos integrantes do bloco, mas com segurança.

O Uruguai seria o único latino-americano autorizado. Ele integra a lista ao lado de Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia. Os cidadãos dos Estados-cidades ou enclaves europeus de Andorra, Mônaco, Vaticano e San Marino também poderão entrar na UE. Os chineses não foram barrados, mas dependem de reciprocidade, isto é, os turistas chineses poderiam viajar à Europa somente se Pequim aceitar receber em seu solo visitantes europeus.

A lista não é compulsória. Cada integrante do bloco é soberano no controle de suas fronteiras, mas a União Europeia tenta impor uma coordenação para evitar uma segunda onda de contaminações no continente. A epidemia está sob controla na maioria dos integrantes do bloco que relaxa progressivamente as medidas de quarentena e reabriu suas fronteiras internas em 15 de junho.

Por isso, os países onde a pandemia ainda não está controlada ficaram de fora. Os Estados Unidos são os mais atingidos, tanto em número de contaminações, mais de 2,4 milhões de casos, quanto de mortos com 124.732 óbitos. O Brasil é o mais afetado da América Latina, com 1,27 milhão de contaminados e mais de 56 mil mortos. Rússia que tem quase 630 mil infectados e 8.969 vítimas fatais, e outros países onda a pandemia também avança, como a Índia, também ficaram de fora.

Lista revisada com frequência

A lista será revisada a cada duas semanas. Se a situação sanitária nesses países melhorar, seus cidadãos poderão ser autorizados a entrar na Europa.

Alguns países que dependem do turismo e precisam do setor para se reerguer estão com pressa em receber de volta os estrangeiros. A Grécia começou desde 15 de junho a reabrir seus aeroportos a vários países de fora da UE, como a China, a Nova Zelândia e a Coreia do Sul. A Espanha pede a publicação da lista o mais rápido possível. Os países europeus têm até às 18h deste sábado (13h em Brasília) para comunicar sua decisão à Bruxelas, se aceitam a lista ou propõem a inclusão de outras nações.

A proposta europeia fixa vários critérios epidemiológicos para que um país seja incluído. Entre eles, a taxa de novos casos que deve ser igual ou inferior a 16 para cada grupo de 100.00 habitantes, que é a taxa média do bloco, nos últimos 14 dias; uma tendência de queda nas contaminações e as medidas adotadas para lutar contra a pandemia.

No entanto, alguns países europeus desconfiam dos dados epidemiológicos fornecidos por alguns Estados, como a China. Essa desconfiança pode complicar as discussões e atrasar a autorização para a entrada de visitantes de algumas nacionalidades na Europa.

 

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