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Plano de recuperação europeu pós-covid "representa a hora da verdade" para o bloco

Os líderes da União Europeia se reúnem a partir desta sexta-feira (17), em Bruxelas, para tentar aprovar o importante plano de recuperação econômica do bloco.
Os líderes da União Europeia se reúnem a partir desta sexta-feira (17), em Bruxelas, para tentar aprovar o importante plano de recuperação econômica do bloco. REUTERS/Yves Herman/Pool
Texto por: RFI
4 min

A cúpula de países da União Europeia (UE) volta a acontecer de forma presencial, pela primeira vez depois de quatro meses de crise sanitária. Os representantes dos 27 países-membros se reúnem a partir desta sexta-feira (17) em Bruxelas para tenta chegar a um acordo sobre o plano de recuperação econômica pós-Covid de € 750 bilhões. Mas a adesão ao pacote não tem ainda o apoio da maioria dos países, apesar de uma recessão histórica que ameaça o bloco.

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O tema é analisado pela imprensa francesa de hoje. O jornal Le Parisien explica que o objetivo é negociar ao mesmo tempo o plano bilionário de recuperação europeu e o orçamento da União Europeia para o período 2021-2027. O jornal diz que o tamanho total do pacote é vertiginoso, pois representa € 1,85 trilhão, sendo € 750 bilhões para a retomada da economia e 1,074 trilhão para o orçamento do bloco. Essa é a primeira vez que a Comissão Europeia busca recursos no mercado para repartir entre as economias do bloco, severamente abaladas pela crise sanitária.

Para facilitar a recuperação e não sobrecarregar os países já fortemente endividados, principalme,te Itália, Espanha, Grécia, é previsto que € 500 bilhões do pacote de ajuda serão entregues na forma de subsídios, sem necessidade de restituição, conforme desejado pela França e pela Alemanha. Os outros € 250 bilhões do plano de recuperação seriam empréstimos. Muitos países são contra os subsídios e preferem a ajuda apenas em forma de empréstimos.

A resposta à crise do coronavírus é um importante teste político para a União Europeia, destaca o diário francês, assim como o tempo que os países levarão para chegar a um pacto. Na teoria, a reunião está programada para durar até sábado (18), podendo haver uma prorrogação no domingo (19). 

Países contrários

Entre os países mais resistentes, destaca o Figaro, está a Hungira. "O governo só pode apoiar o empréstimo conjunto da UE se ele não estiver vinculado a nenhuma condição política ou ideológica", afirmou Budapeste. Uma posição que, segundo o texto, não preocupa Bruxelas, para quem essa é apenas uma maneira do presidente húngaro, Viktor Orban, obter um pouco mais de dinheiro. Já a Holanda deve apresentar uma lista de questionamentos mais impressionante, uma vez que o país é favorável a um orçamento europeu menor e mais moderno. 

O assunto também é destaque do Jornal Le Monde, para quem o encontro, que começa hoje, é decisivo para a legitimação do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que tem trabalhado com afinco para o sucesso dessa reunião. Segundo o diário, Charles Michel está convencido de que a Europa não tem tempo para protelar, já que a pandemia de coronavírus deve levar o bloco a passar por uma recessão sem precedentes. 

Em fevereiro, quando os chefes de estado e de governo trataram do orçamento europeu para 2021-2027, Michel não conseguiu chegar a um acordo entre os 27 países. Questões orçamentárias ainda são motivo de psicodramas em Bruxelas, relembra o Le Monde, sendo geralmente necessárias mais de uma cúpula para resolver tais impasses. Porém, segundo o artigo, o presidente do Conselho Europeu tem subestimado as oposições da Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca, que consideram o projeto sobre a mesa generoso demais.

 

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