Manifestação histórica contra governo de Belarus reúne milhares em Minsk

Manifestantes pedem demissão do presidente Alexandre Loukachenko em protesto histórico nas ruas de Minsk
Manifestantes pedem demissão do presidente Alexandre Loukachenko em protesto histórico nas ruas de Minsk REUTERS - VASILY FEDOSENKO

Dezenas de milhares de bielorrussos saíram às ruas de Minsk neste domingo (16) para protestar contra o governo do presidente Alexandre Loukachenko, reeleito no dia 9 de agosto em eleições consideradas fraudulentas pela oposição. 

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A manifestação está sendo considerada como uma das maiores das história do país e reuniu pelo menos 200 mil pessoas na capital do país, segundo estimativas, que pedem a demissão do chefe de Estado bielorusso. A principal avenida da cidade foi tomada pelos participantes, que durante toda a semana saíram às ruas.

A polícia reprimiu violentamente os protestos: cerca de 6.700 pessoas foram presas e outras foram assassinada. Diante da violência do governo, a rival de Loukachenko, Svetlana Tikhanoskaïa, derrotada nas eleições e refugiada na Lituânia, tem incentivado a oposição a manter a pressão e havia convocado a "Grande Marcha pela Liberdade" que aconteceu neste domingo em Minsk.

Alexandre Loukachenko está no poder há 26 anos, mas está isolado politicamente. Ele obteve o apoio da Rússia neste sábado (15), depois de conversar com o presidente russo Vladimir Putin. Os dois se falaram novamente neste domingo, depois do presidente bioelorusso discursar diante de seus partidários e pedir que lutassem pela "independência" de Belarus.

Kremlin confirma ajuda militar

Loukachenko negou a existência de fraudes nas eleições presidenciais e rejeitou a organização de um novo pleito, como sugere a Polônia, a Letônia, a Ucrânia e a Lituânia.  O Kremlin confirmou que Putin informou Alexandre Loukachenko que a Rússia forneceria ajuda militar ao país, caso seja necessário, como prevêem os acordos defesa entre as duas nações. Moscou acusa "os países estrangeiros" de desestabilizarem Belarus, sem designar um em particular.

No sábado (15), os Estados Unidos indicaram que manterão o contato com a União Europeia sobre a situação no país. A UE se prepara para impor novas sanções contra o governo bielorusso em resposta à violenta repressão das manifestações.

 

 

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