Protesto contra medidas anti-Covid-19 reúne centenas em Bruxelas

O uso da máscara se tornou obrigatório em Bruxelas em 12 de agosto.
O uso da máscara se tornou obrigatório em Bruxelas em 12 de agosto. Aris Oikonomou / AFP

Mais de 200 pessoas manifestaram neste domingo (16) na capital belga contra as medidas que visam conter a propagação do coronavírus. Muitos dos participantes acusaram o governo e os profissionais da saúde de "estarem ligados à ìndústria farmacêutica."

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Os cartazes dos participantes, contrários ao uso da máscara, às vacinas ou  ainda à rede 5G de telefonia celular, traziam dizeres como "Corona circus" e "Meu corpo é minha escolha." A proteção facial se tornou obrigatória no país no último dia 12, em toda a região metropolitana de Bruxelas, que tem 1,2 milhão de habitantes. Alguns manifestantes usavam máscaras. Um deles usava um colete com a frase “pronto para a segunda onda”A pandemia deixou cerca de 10 mil mortos no país, um dos mais atingidos da Europa.

A manifestação foi convocada nas redes sociais por um coletivo de cidadãos identificado como ""Viruswaanzin" (folia viral em holandês), em alusão a um movimento que surgiu nos Países Baixos. O protesto aconteceu no centro da capital e também pediu a demissão do virologista Marc Van Ranst, consultor do governo belga sobre a pandemia.

Contra máscaras, vacina e...5G

Na Europa, diversos grupos protestam contra as restrições para conter o SARS-Cov-2, consideradas como um desrespeito às liberdades individuais. Em meados de abril, o movimento "Querdenken-711" ou "Pensadores Não-Conformistas-711" foi criado em Stuttgart (sudoeste da Alemanha) por iniciativa de Michael Ballweg, um empresário do ramo da tecnologia.

Seus apoiadores são pessoas que se declaram como "pensadores livres", ativistas antivacinas, teóricos da conspiração e simpatizantes da extrema direita. Eles protestam contra a "ditadura" das medidas que, segundo eles, ameaçam a liberdade garantida pela Constituição.

Cerca de 20.000 adeptos se manifestaram em Berlim no início de agosto, a maioria sem máscara e sem respeitar o distanciamento social, forçando a polícia a interromper o protesto. O movimento "Querdenken-711" (711 é o prefixo de Stuttgart) programa protestos em novos locais neste final de semana e deve realizar outra manifestação na capital alemã em 29 de agosto.

Pouco apoio na Espanha

Em Londres, dezenas de pessoas protestaram em julho contra o uso obrigatório de máscaras em lojas e supermercados britânicos. Muitos levantavam cartazes e faixas sugerindo, por exemplo, que medidas preventivas contra o novo coronavírus serviam na verdade para "controlar mentes".

Centenas de "coronacéticos" também desfilaram na capital romena, Bucareste, portando ícones religiosos, a bandeira nacional e faixas com os dizeres "Eu acredito em Deus, não na Covid-19".

No último 12 de julho, dezenas de pessoas sem máscara se reuniram em Madri sob gritos de "não à ditadura", com faixas com mensagens contra máscaras, vacina e a 5G.   Nesse país, no entanto, a polícia dispersou rapidamente a manifestação não autorizada, uma vez que as medidas sanitárias adotadas, entre as mais rígidas da Europa, contam com amplo apoio público.

 

 

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