Belarus retira credenciais de jornalistas estrangeiros na véspera de protesto

Alexander Lukashenko, que tem sua eleição contestada, em visita a uma fábrica de queijos em Vitebsk, em 28 de agosto de 2020.
Alexander Lukashenko, que tem sua eleição contestada, em visita a uma fábrica de queijos em Vitebsk, em 28 de agosto de 2020. via REUTERS - SERGEI SHELEG/BELTA

As autoridade bielorrussas retiraram neste sábado (29) as credenciais de vários jornalistas da mídia estrangeira na véspera de uma nova manifestação prevista pela oposição, que denuncia os resultados das eleições presidenciais de 9 de agosto.

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Segundo o porta-voz da diplomacia bielorrussa, Anatoli Glaz, esta decisão foi tomada de acordo com a recomendação da comissão interministerial de combate ao extremismo e ao terrorismo.

Ele não especificou quantos jornalistas foram afetados pela medida, mas a mídia estrangeira já informou que vários dos seus correspondentes tiveram o credenciamento suspenso.

O Ministério das Relações Exteriores de Belarus teria se ocupado do cancelamento das credenciais.

O presidente bielorrusso, Alexandre Lukashenko, que está no poder desde 1994, enfrenta desde as eleições de 9 de agosto um movimento de protestos sem precedentes por sua suposta vitória com 80% dos votos, que a oposição denuncia como fraudulenta.

Liderada por Svetlana Tikhanovskaya, que está exilada na Lituânia, a oposição organizou duas grandes manifestações nos dias 16 e 23 de agosto e convocou outro protesto para este domingo (30).

A União Europeia, que não reconhece os resultados das eleições e prepara novas sanções contra altos funcionários bielorrussos, solicita que Lukashenko dialogue com a oposição.

Os primeiros protestos contra o resultado das eleições foram duramente reprimidos e resultaram em três mortes, dezenas de feridos e 7.000 pessoas detidas.

(Com informações da AFP)

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