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Eleições regionais na Itália são um teste para governo diante de avanço da Liga de Salvini

Matteo Salvini, líder do partido de extrema direita Liga, em campanha em Florença, capital da Toscana, na sexta-feira,18 de setembro de 2020.
Matteo Salvini, líder do partido de extrema direita Liga, em campanha em Florença, capital da Toscana, na sexta-feira,18 de setembro de 2020. REUTERS/Alberto Lingria
Texto por: RFI
3 min

Apesar do novo avanço de contaminações de Covid-19, a Itália organiza neste domingo (20) e segunda-feira (21) eleições municipais e regionais. Os eleitores também são convocados para se pronunciar em um referendo nacional sobre a redução do número de parlamentares. A eleição é considerada um teste para a coalizão no poder e pode apontar o crescimento da extrema direita liderada de Matteo Salvini. 

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Com informações da correspondente da RFI em Roma, Anne Tréca

Todas as atenções estão voltadas para a eleição dos governadores de sete regiões italianas, e particularmente para a votação na Toscana. A Liga de Matteo Salvini tenta conquistar a província do centro da Itália, reduto histórico da esquerda há meio século. Uma derrota na Toscana e em outras regiões seria um golpe para o governo de centro esquerda de Giuseppe Conte, formado pelo Movimento 5 Estrelas (M5S) e pelo Partido Democrata (PD).

A centro direita dirige atualmente quatro das regiões que elegem seus governadores nesta votação. Segundo as pesquisas de opinião, a coalizão liderada pela extrema direita pode ganhar terreno. A Liga, hoje na oposição, é primeiro partido do país e se aliou nestas eleições com o Fratelli Itália, também de extrema direita, e com a Forza Itália, de Silvio Berlusconni, de direita. Na Toscana, os dois candidatos estão empatados.

Outro teste acontece no Vêneto, mas envolve o futuro da Liga. Nessa região, Salvini está na disputa contra o atual governador, também de direita, mas que é mais pragmático, consensual e menos xenófobo que o ex-ministro do Interior. Se perder, Salvini sabe que não conseguirá escapar de um acerto de contas interno em seu partido.

Referendo

O referendo nacional sobre a redução de um terço do número de parlamentares na Itália é uma promessa de campanha do M5S, que integra a coalizão no poder. A proposta, que deve ser aprovada, propõe reduzir de 945 para 600 o número de deputados no país. A Itália tem atualmente o segundo parlamento mais numeroso da Europa, atrás do Reino Unido, com 1.400 congressistas, e na frente da França, com 925.

 Estas são as primeiras eleições realizadas desde o início da epidemia na Itália, que foi um dos países mais atingidos do continente. Os eleitores, principalmente os mais velhos, mostram reticências em comparecer às urnas e a taxa de participação é uma incógnita.

No sábado, o país registrou 1.628 novos casos e 24 mortos. Para o infectologista Massimo Galli de Milão, a realização dessas eleições, que já haviam sido adiadas, “é uma loucura”.

Os resultados serão divulgados na segunda-feira à noite.

 

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