Acessar o conteúdo principal

Itália: esquerda vence na Toscana, região essencial para estabilidade do governo Conte

O chefe da direita italiana, Matteo Salvini
O chefe da direita italiana, Matteo Salvini REUTERS/Alessandro Garofalo
Texto por: RFI
3 min

A esquerda italiana saiu vencedora na região da Toscana (centro) nas eleições realizadas no último domingo (20) e nesta segunda-feira (21), essenciais para a estabilidade do governo liderado por Giuseppe Conte.

Publicidade

"É uma vitória extraordinária", disse à imprensa Eugenio Giani, candidato da esquerda, que venceu com cerca de 47% dos votos. A candidata do partido opositor de extrema direita, Liga, Susanna Ceccardi, que obteve cerca de 40% dos votos, reconheceu a derrota. "Conseguimos parar Salvini", disse a secretária-geral do Partido Democrata local, Simona Bonafé.

A Toscana, reconheceu o ex-ministro do Interior, Matteo Salvini, foi uma dura batalha. "Nós sabíamos que teria sido muito difícil bater a esquerda, que defende seu reduto há mais de meio século", disse, durante uma coletiva de imprensa em Milão. Ele esperava obter apoio com o objetivo de enfraquecer o governo.

O reduto "vermelho", governado pela esquerda há mais de 50 anos, resistiu aos ataques da extrema direita em um momento importante para definir o futuro da península.

Das seis regiões em jogo, a direita venceu em três: em Vêneto, com a reeleição do populista Luca Zaia; na Ligúria, com Giovanni Toti, atual presidente da região; e em Marcas, onde as projeções apontam que a ala saia como vencedora.

Eleição ajudará governo a chegar ao fim do mandato, avalia imprensa

Para a direita italiana, avalia o jornal Corriere della Sera, as eleições se transformaram em um pleito que trará estabilidade e "que poderá fazer o governo chegar até o fim de sua legislatura". No ano passado, o governo italiano foi dissolvido e só foi salvo depois de um acordo para formar a coalizão com o movimento Cinco Estrelas. 

 A direita já administra 13 regiões italianas e a esquerda 6. A Toscana era a mais cobiçada, tanto por Salvini quanto pelo ex-chefe do governo Matteo Renzi (PD), que há um ano tenta renascer politicamente com sua formação, Itália Viva.

Vencendo na Toscana, região conhecida por seu bom funcionamento e até então pouco inclinada ao populismo, o governo alcançará pelo menos dois objetivos: salvá-la da direita e reduzir o número de parlamentares. A direita agora estará à frente de 14 regiões italianas e a esquerda, cinco.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.