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França anuncia entrega de salvo-condutos para casais separados pela pandemia

Casal se encontra no Aeroporto Fiumicino de Roma em 3 de junho de 2020 (imagem ilustrativa).
Casal se encontra no Aeroporto Fiumicino de Roma em 3 de junho de 2020 (imagem ilustrativa). Filippo MONTEFORTE / AFP
Texto por: RFI
3 min

Uma associação formada por casais binacionais se mobiliza no Facebook para obter um salvo-conduto e poder viajar para encontrar seus namorados e parceiros. Alguns não vêem o ente querido há mais de seis meses devido ao fechamento das fronteiras devido ao coronavírus. A França concordou em permitir o reencontro entre os casais, aumentando a lista formada por paises como Dinamarca, Alemanha e Espanha.

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Por Raphael Morán

Louise, uma francesa que mora na Alemanha, teve que esperar cinco meses para ver novamente seu namorado, um advogado chileno com quem mantém um relacionamento há dois anos. Como não são casados ​​nem unidos por contrato de união civil, o casal franco-chileno ficou de fora das pessoas autorizadas a viajar em tempos de pandemia.

''Até 2019, íamos e voltavamos entre o Chile e a Alemanha, onde resido. No início de 2020, fui ao Chile fazer teletrabalho. Quando a crise do coronavírus começou, voltei para a França com urgência porque o Chile fechou suas fronteiras de um dia para o outro. Não questionamos o fechamento de fronteiras, é claro. Mas desde que elas foram reabertas na Europa, já se passou muito tempo. Ficamos sem nos ver por meses. Como moro na Alemanha, pudemos nos beneficiar de um salvo-condito alemão para meu namorado vir me ver. Tínhamos que apresentar evidências de nosso relacionamento. Preparamos um arquivo de 150 páginas com e-mails, fotos e cartas '', contou Louise à RFI.

"Amor não é turismo"

Outros casais ainda não tiveram essa sorte e testemunhos comoventes abundam nas redes sociais. No início de agosto, o Ministério das Relações Exteriores da França prometeu entregar salvo-condutos para resolver o problema. Mas a complexidade administrativa não permitia a entrega de nenhuma das referidas autorizações, então centenas de casais se juntaram a um grupo com a hashtag #loveisnottourism, ''amor não é turismo", para reivindicar o direito de viajar em tempos de pandemia .

“Continuo ativa nesta associação porque tenho vergonha da França ter fingido no início de agosto que iria ajudar os casais binacionais. Um mês depois, eles não haviam emitirdo uma única autorização'', insiste Louise.

Nesta quinta-feira, a chancelaria francesa anunciou a emissão de um primeiro salvo-conduto para autorizar um peruano a viajar à França, para se reconectar com sua parceira. Mas o Ministério das Relações Exteriores da França tem 800 casos pendentes de casais binacionais que solicitam autorizações especiais para voltar a se ver. A maioria desses casais solicita autorizações para viajar da América Latina, Estados Unidos e Rússia para a França.

A associação francesa de casais separados pela pandemia será recebida no início de outubro pela Chancelaria.

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