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Opositora de Belarus pede que Macron seja mediador na crise bielorrussa

O presidente francês, Emmanuel Macron, se reuniu nesta terça-feira com a opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaia em Vilnius, capital da Lituânia
O presidente francês, Emmanuel Macron, se reuniu nesta terça-feira com a opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaia em Vilnius, capital da Lituânia AFP - LUDOVIC MARIN
Texto por: RFI
4 min

Em seu segundo dia de visita à Lituânia, o presidente francês, Emmanuel Macron, se encontrou nesta terça-feira (29) com a líder da oposição bielorrusa, Svetlana Tikhanovskaia, exilada em Vilnius. Ela pediu que Macron seja "o mediador que os bielorrussos tanto precisam" para resolver a crise no país. A opositora também anunciou que aceitou o convite da França e pronunciará em breve um discurso diante do Parlamento francês.

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Em entrevista à RFI, a líder da oposição bielorrussa declarou que o “encontro foi cordial” e que ela percebeu que Macron “está muito bem informado sobre a situação em Belarus”. “Somos muito gratos à França por seu apoio. A França apoia a implementação de sanções contra os responsáveis ​​pela violência pós-eleitoral" afirmou Svetlana Tikhanovskaia na entrevista. "Emmanuel Macron está convicto de que as eleições livres e justas que pedimos devem acontecer o mais rápido possível porque, segundo ele, há muita gente sofrendo. Ele está realmente preocupado com a situação de nossos presos políticos e vítimas de tortura", completou.

O presidente francês foi o líder ocidental mais importante a se encontrar com a opositora desde a reeleição contestada de Alexandre Loukachenko, em 9 de agosto. Tikhanovskaia, que reivindica a vitória na votação, já se reuniu com ministros da Relações Exteriores da União Europeia (UE) e com os dirigentes da Polônia e da Lituânia, dois países que integram o bloco europeu e são vizinhos de Belarus.

A opositora fará o discurso diante dos deputados franceses em 7 de outubro, mas ainda não está decidido se a fala será a distância ou presencial. Ela será ouvida pela Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Nacional francesa.

Mediação francesa

Macron disse que “enquanto europeu, fará tudo para ajudar na mediação” para solucionar a crise em Belarus. Ele detalhou que “pensa em envolver de novo a Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para tentar avançar o diálogo” com Loukachenko.

Svetlana Tikhanovskaia, que pede um envolvimento mais claro dos europeus, acredita que Macron “falará sobre a situação de Belarus com os russos e que ele fará o máximo possível para implicar a Rússia nas negociações”. Ele espera que a crise seja rapidamente resolvida e que eleições livres sejam organizadas antes do final do ano.

As manifestações em massa contra a reeleição de Loukachenko, que continuam em Belarus, são violentamente reprimidas pelo regime.  Centenas de pessoas foram presas. Tikhanovskaia conseguiu se exilar na Lituânia, mas seu marido, Serguei, está preso, acusado de ter tentado derrubar o governo. Segundo a opositora, Macron prometeu intervir também para “liberar todos os prisioneiros políticos bielorrussos”. O presidente francês pede que Loukachenko renuncie.

Putin denuncia “pressões externas”

As negociações e mediação para tentar superar a crise bielorrussa se anunciam complicadas. O presidente russo Vladimir Putin denunciou nesta terça-feira “pressões externas sem precedentes” contra Belarus. “Após as eleições presidenciais, que não foram reconhecidas pela UE e pelos Estados Unidos, Belarus vive uma situação difícil”, completou Putin em uma mensagem de vídeo enviada aos participantes de um fórum russo-bielorrusso.

 

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